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Ai Se Sêsse


Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse

Zé da Luz

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Carnaval e Papangu


Em 2011 conheci um dos mais tradicionais carnavais do Brasil. Bezerros, que fica no agreste de Pernambuco, tem o popular carnaval dos Papangus, que é considerado o segundo maior do estado.

Antes de viajar, procurei saber das curiosidades que mistificam a cidade, porém, a priori, nada entendi e fui sem nenhuma referência…

Chegando lá, vi crianças e adultos vestidos com longas roupas, usando máscaras que cobriam todo rosto e falando com uma voz fina como se não quisessem ser reconhecidos.

Segundo o professor Ronaldo J. Souto Maior, fundador do Instituto de Estudos Históricos, Arte e Folclore dos Bezerros, a origem dos Papangus de Bezerros data de 1881: “o papa-angu nasceu de uma brincadeira de familiares dos senhores de engenhos, que saiam mascarados, mal vestidos, para visitar amigos nas festas de entrudo – antigo carnaval do século dezenove –, e comiam angu, comida típica do Nordeste (agreste) pernambucano. Por isso, as crianças passaram a chamar os mascarados de papa-angu”

Há versões populares sobre a origem desses personagens no carnaval de Bezerros. Uma, vem de uma história muito antiga: dois irmãos que comiam muito angu, resolveram cortar as pernas das calças e cobrir o rosto com capuz para não serem reconhecidos, mas o disfarce não funcionou. Foram descobertos pela gula. Outra, é que, no século 19, os mascarados ganharam esse nome depois que uma senhora resolveu preparar angu de xerém para alimentá-los.

A tradição não pode morrer ou ser sufocada pelo avanço voraz da modernidade, tem que ter um espaço e ser valorizada.

Passar o carnaval em Bezerros esse ano, foi uma experiência muito boa e inspiradora. Ver pessoas se divertindo com suas fantasias sem violência e confusões é muito bom!

Um dia eu volto Bezerros…

@Marques_JM

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Folia dos Papangus


Direto de Bezerros – Pernambuco.

A organização e educação do povo são de grande admiração. Melhor que o frevo e as músicas típicas carnavalescas, são as centenas de máscaras de todos os tipos que desfilam entre os foliões.

Eu disse uma coisa interessante no parágrafo anterior, disse que é “educação é de grande admiração”, mas porque disse isso e esculto muitos alagoanos dizerem a mesma frase depois de aproveitar uma festa em outro estado?

Alguns irão dizer que é alagoano fraco que não valoriza as coisas da terra. Digo, que fraco é você que pensa assim! Pois, graças a você, não conseguimos mudar o nosso Estado para melhor. Amo muito o meu estado!

Conto dois casos simples que vi hoje aqui, no meio da multidão do carnaval de Bezerros.

Enquanto brincávamos, percebemos que um corredor surgia no meio da multidão, eram os policiais levando alguém que estava badernando, passando rápido um dos policiais empurrou uma amiga, para que eles pudessem passar mais rápidos e soltou a seguinte frase:

– Desculpa moça!

Noutro momento, dois homens se atracaram e a porrada começou a comer solta, rapidamente, as pessoas que estavam próximas começaram a gritar clamando pelos policiais que logo chegaram ao local.

O que me chamou a atenção, não foi a ação da polícia, pois eles fizeram a sua obrigação, mas a educação utilizada por eles e ainda a atitude da população que chamou a polícia para resolver um probleminha que insistia em querer destruir a festa!

Noutra localidade, lá na Groelândia, a população se afasta e se cala… Como se cala em tantas outras coisas!!!

Porque somos assim? Até quando seremos assim?

Vou ficando por aqui, brincando carnaval na tranqüilidade e na paz!

@Marques_JM

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Carnaval em Bezerros – PE


Em 2011, irei conhecer o carnaval de Bezerros, cidade do agreste pernambucano, e os seus famosos “papangus”!
Então, vocês já devem imaginar como será o trabalho realizado no Blog do Marques nesses dias, pouca postagem e muita diversão.
Tentarei sempre atualizar o blog com postagem interessantes sobre a viagem e os acontecimentos que, por ventura, venham acontecer.
A minha coluna no Espalhaí.com, será atualizada no seu dia normal, na terça-feira, então podem ir lá conferir os textos já publicados e na terça o novo texto que será publicado. Clique aqui e conheça a coluna do Marques no Espalhaí.com.
Desejo a todos um carnaval tranqüilo e feliz, onde a alegria e a paz sejam os maiores protagonistas da festa. Brinquem com responsabilidade e não esqueçam se beber não dirija, pelo amor de Deus!
Bom carnaval 2011!
OBS.: Depois do carnaval, quando o Brasil voltar a funcionar de vez, o Blog do Marques também voltará ao normal.

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SOS ALGAGOAS E PERNAMBUCO


Estamos acompanhando em todos os noticiários nacionais a cobertura da Copa do Mundo 2010, mas muito pouco estamos vendo sobre o grande desastre natural que feriu o estado de Alagoas e Pernambuco.

O país está feliz com as vitórias da seleção brasileira, mesmo não concordando com o técnico e alguns de seus jogadores. Muitos se perguntam porque o jogador “A” ou o jogador “B” não foram para África, para fazerem a diferença e mostrarem um futebol arte pelo nosso canarinho.

Estamos preocupados em preencher tabelas e lançar a sorte nos milhares de bolões montados em todo território nacional.

Enquanto o Brasil vibra e se desespera por uma vitória e um primeiro lugar no grupo para a nossa seleção, uma parte do Brasil está banhada em sangue e lágrimas de desespero e dúvidas.

Imagine você indo dormir com tudo que levou anos para construir e conquistar, com uma família que mesmo aos “trancos e barrancos” é feliz e rica em amor mútuo. Imagine a sua rua cheia com aqueles viznhos que já são praticamente família, aquele seu vizinho amigo e compadre que cresceu junto a você. Iamgine a rua cheia de crianças brincando e correndo com seus filhos, sim, da mesma forma que você fazia quando tinha a idade deles.

Imagine agora você acordando desesperado e sem saber o que realmente está acontecendo e e ter que correr para salvar seus filhos e esposa, porque devido as fortes chuvas, o nível do rio subiu e algumas barragens estouraram e está levando tudo o que vê pela frente.

O rio está enchendo! O rio está transbordando!!!

Imagine gritos roucos e falhos desesperados pedindo socorro! Pedindo ajuda, ou melhor implorando uma mão, mesmo que desconhecida, para tirar uma mulher grávida de uma casa que já está com a água pela metade. Imagine vozes loucas e sem rumo de mães chamando por seus filhos que sumiram com a força d’água.

Imagine…

Imagine o amanhecer… Onde estão todos? Onde estão meus filhos? Onde está minha mulher Onde estão minhas roupas, livros, documentos, fotos e móveis?

ONDE ESTÁ MINHA CASA?!

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O nosso povo está sofrendo e não podemos ficar de mãos atadas esperando que venha ajuda de “não sei onde”! A ajuda primeira tem que partir de nós Alagoanos!

Para saber onde ajudar: CLIQUE AQUI

Não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida

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BLOG Levei canudo da Nassau


Atraso de 3 anos na entrega de diplomas prejudica estudantes de faculdade particular em Maceió.

Quem é formado em medicina é médico. Quem é formado em engenharia é engenheiro. Quem é formado em publicidade é publicitário, correto? Pelo menos é o que deveria ser. Em 2007 a primeira turma concluiu o curso de Publicidade e Propaganda na Faculdade ESAMC. Foram quatro anos de estudos e mensalidades pagas em dia. Após o término do curso uma notícia nada agradável: a formação recém adquirida estava em risco, pois o curso ainda não havia sido aprovado pelo MEC e, portanto, seus diplomas não chegariam tão cedo. Nos dois anos seguintes os alunos viram promessas se transformarem em um pesadelo: a Faculdade não entregou os canudos e acabou sendo adquirida por uma instituição educacional de Pernambuco, a Faculdade Maurício de Nassau.

Hoje, um total de aproximadamente 180 ex-alunos da atual Faculdade Maurício de Nassau está buscando a inserção no mercado de trabalho sem o diploma a que têm direito. Alguns deixaram de participar de concursos públicos e outros não podem nem terminar uma pós-graduação; Os que já trabalham, correm o risco de não serem remunerados à altura e os que necessitam da documentação, passam por constrangimentos todas as vezes que apresentam seu simplório certificado de conclusão.

A diretoria da Maurício de Nassau, por sua vez, afirma que depende única e exclusivamente da visita dos funcionários do MEC para entregar os diplomas. Em uma reunião realizada na última segunda-feira, dia 19/04, na sede de Maceió, representantes da Nassau de Recife estipularam um prazo de 90 dias para a entrega dos certificados finais. Contudo, quando foram solicitados a assinar um documento para garantir essa promessa se negaram, e só depois de muita insistência – e algumas ligações confidenciais para Recife – concordaram em elaborar uma ata de reunião, que foi reescrita duas vezes e, ainda assim, não foi aprovada pelos estudantes presentes, por conter pontos dúbios e imprecisos a cerca do papel da Faculdade na resolução do problema.
Depois de todo esse imbróglio, restaram as mesmas promessas vazias de uma provável visita do MEC e a incerteza da conquista de um direito. São mais de cinco turmas afetadas por esse descaso em três anos de prazos cada vez mais elásticos, que contribuíram para desgastar por completo a relação entre os antigos alunos e a Instituição Maurício de Nassau. Essa briga só veio à tona recentemente, mas a batalha já é longa e isso é o que mais irrita os requerentes: a absoluta falta de respeito para com os clientes.

Rusgas à parte, fatos curiosos e bem-humorados deram repercussão ao caso. Alguns publicitários se aproveitaram de sua criatividade e o poder de disseminação da internet para criar um blog de protesto recheado de ironia: Levei Canudo da Nassau é o título da página, que já rende centenas de comentários entre estudantes, jornalistas e a sociedade em geral. Espera-se que, com essa atitude, a Faculdade acelere o processo e finalmente conceda os diplomas aos estudantes. Pelo menos agora eles sabem que, em tempos de Google e Youtube, não é muito prudente tentar “dar um canudo” em publicitários.

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Vejam o blog da galera que ainda espera, espera, espera, espera (nesse momento eles estão sentados) e esperam… pelo diploma!!!

BLOG LEVEI CANUDO DA NASSAU

Galera da Nassau estamos acompanhando o resultado de peleja de vocês e torcendo para que termine o mais rápido possível.

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Cheguei de Custódia!


Sei que demorei para postar algo sobre a minha aventura em Custódia – Pernambuco, por isso peço desculpas!

Bom a minha estadia em Custódias foi ótima, fiquei num hotel pertinho da cidade, isso porque uma sabichona que trabalha lá disse que o hotel era bem pertinho da cidade! Mentira, era pertinho pra ela que vai de carro pra cidade todo dia, pra mim que ia a pé…

O CUSTOFEST, que é o carnaval fora de época de Custódia, dá pra perceber até pelo nome, era muito falado e toda a cidade estava movimentada, parecia até Maceió nos domingos.

A cidade é linda, tem uma praça muito bonita e grande, que com certeza é a atração principal da cidade. A igreja só conheci no domingo à noite, acho que o padre estava de folga.

Conversando com pessoas da cidade, fiquei sabendo como é barato para alugar uma casa em Custódia, casas apartir de 400 reais e para comprar é melhor ainda casas baratinhas de 120.000 reais e por aí vai. O interessante é que o setor imobiliário é um dos que mais rende, não pra cidade em si, mas pros 2 sabidinhos que tem a maioria das casas para alugar. Algumas pessoas foram em defesa das duas figuras: ” Não, eles só cobram esse preço pra quem vem de fora!”. Ou seja, se alguém for morar lá ta fudido.

O melhor de Custódia são os moradores, um povo simpático e acolhedor, típico do povo nordestino. Quero mandar um beijo pra Bruna e sua tia Nina, Aylla, Daisy e para Rayanne, seu irmão Nen (futuro prefeito) e sua mãe Ana que me receberam com muita educação, carinho e medo. Isso mesmo, medo, quem não vai ter medo de mim?!

Voltando para Maceió, quem eu encontro dentro do ônibus?! Ele, o grande homem que satisfaz as mulheres com seu dedão mágico, o Carioca! Mas pouco ele falou, fui dormindo a viagem toda!

Quero dizer que adorei ter conhecido Custódia, ter conhecido pessoas fantásticas e inesquecíveis. Será para sempre uma ótima lembrança.

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