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30 anos


Interessante como esperei tanto por esse marco na minha vida. Muitos esperam ansiosos pelos 18 anos, mais como um desejo por liberdade da autoridade dos pais, que pelo que realmente a idade representa…

Quando era criança, pensava que com 30 anos já seria um coroa com cabelo grisalho, igualzinho ao do Antônio Fagundes na novela O Rei do Gado, ou idêntico ao Roger Moore em O espião que me amava de 1977.

Cheguei aos 30 com pouquíssimos cabelos brancos e um pouco diferente daquilo que imaginei lá na minha infância. O importante é que comemoro feliz e realizado. Sei que ainda tem muita coisa pela frente, mas sou feliz com tudo que vivi.

Arrependimentos? Alguns, mas de poucas coisas que deixei de fazer por medo, talvez. Não me arrependo das minhas escolhas, nenhuma delas. As escolhas que fiz e deram errado, não posso me arrepender delas, seria desonesto com tudo que elas me fizeram aprender.

Se pudesse escolher? Queria escrever como Chico Buarque, Vinicius de Moraes e Christopher Moore, cantar igualzinho o Fagner, o Louis Armstrong e o Ben L’Oncle Soul, atuar como Marlon Brando, José Wilker e Kevin Spacey, dançar igual o Gene Kelly, jogar bola do mesmo jeito do Garrincha, Roberto Carlos e Ronaldinho Gaúcho…

Na realidade, eu ia dizer: manda pra terra do mesmo jeito, pois se não fosse assim, não seria a minha vida, mas de outra pessoa. Ou seja, não teria graça nenhuma!

GRATIDÃO

Sou grato por tudo,
pelas pessoas que conheci,
pelos amores que conquistei,
pelas almas que marquei,
pelos lugares que desbravei,
pelos amigos que fiz,
pelos livros que li,
por minha família que me mantém firme,
pelo amor que me fortalece e incentiva em não desistir dos meus sonhos.

Sou grato pelas minhas inquietações,
convergentes ou divergentes,
grato pelos sentimentos,
pelos encontros e desencontros,
pelas rodoviárias e aeroportos cheios ou com quase ninguém,
pelas músicas mais variadas que fazem do meu gosto musical muito peculiar…

Grato pela vida,
grato por viver,
grato,
grato,
Obrigado!

José Marques, Maceió 30 de junho de 2017

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Campus Party Brasil: uma experiência que precisa ser vivida!



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São Paulo, SP.

Chegou ao fim o maior evento sobre tecnologia e inovação do país, foram dias intensos com muitas palestras, workshopping, campeonatos, hackathons, batalha de robôs, promoções, entre muitas outras atividades.

Para se ter noção do tamanho da programação da Campus Party Brasil 10 (CPBR10), foram 700 horas de conteúdo, 9 palcos temáticos (empreendedorismo, ciência, entretenimento e outros temas), the big hackathon com 100 horas de desenvolvimento e 40GB Internet cabeada de alta velocidade.

Hackathon é nada mais que uma maratona de programação. Vem do inglês “hack” (programar de forma excepcional) e “marathon” (maratona). O evento reúne programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de software para uma maratona de programação, com o objetivo de desenvolver uma solução tecnológica com uma finalidade específica ou projetos livres inovadores.

Bom, cheguei em São Paulo para participar da CPBR10 na segunda, dia 30 de janeiro, porém o evento em si só começaria no dia seguinte (31) e findando no dia 05 de fevereiro. Essa edição é especial, pois é a comemorativa de 10 anos de existência.

Desde quando ouvi pela primeira vez falar sobre a CPBR, fiquei muito interessado em participar como campuseiro. Porém, através do meu querido amigo palmarino Cláudio Caique, que me convidou e incentivou a submeter minha palestra sobre violações dos Direitos Humanos nas redes sociais para fazer parte da programação oficial da CPBR10. Foi aprovada.

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A minha primeira vez na CPBR, foi como palestrante e campuseiro.

Tive a oportunidade e alegria de conhecer pessoas de diversos Estados brasileiros, como Brasília, Pernambuco, Minas Gerais, Ceará, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro…

Além do conteúdo oferecido pela CPBR, penso que a maior atração é a possibilidade de conhecer pessoas diferentes, porém com o “mesmo objetivo”, fazendo assim, novas amizades, contatos profissionais (várias reuniões ocorreram!) e até encontrando o amor de suas vidas (já houve casamento em edições anteriores, esse ano houve um pedido de casamento).

Vi no semblante de vários jovens uma alegria contagiante por estarem aqui na CPBR10, alegria rara de se encontrar por aí. Muitos esperam o ano todo só para poderem compartilhar dessa semana mágica. Não consigo encontrar palavras para explicar essa alegria que encontrei nos olhos de muitos aqui.

Vi muitos deles durante a madrugada com suas brincadeiras, como por exemplo: correrem com cadeiras sobre a cabeça e literalmente perturbando o sono daqueles que dormiam pelos sofás e puffs espalhados pelo Centro de Exposições: “Não vai dormir!”.

Não tem como não esquecer seus “gritos de guerra”, oriundos de memes, como o “OooooOOooooOOoooooOOOOo” (uma das versões de sua origem é referência ao episódio do Pica-Pau das quedas d’águas) e “Próximoooooo” (meme original da CPBR, onde determinada funcionária de algum restaurante, com uma cara não muito amigável ficava dizendo “próximo” de forma peculiar e que caiu nas graças dos campuseiros). Ouvi todos dos dias e todas as horas e minutos… Isso fica na sua cabeça!

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Para muitos que não estão conectados a essa experiência podem achar que é a maior tolice do mundo, para eles, e eu concordo, não é. São momentos que ficarão marcados no coração, ou melhor, na alma de cada um deles para sempre. Fazendo com que muitos não resistam e derramem litros de lágrimas toda vez que lembrem da CPBR.

O evento é para todos, não importa a idade ou qualquer outro atributo que muitos insistem em criar para separar e dividir, vi meninas (que farei um post específico sobre as garotas gamers e o preconceito que elas passam!), meninos de todas as idades e características possíveis e imagináveis.

A CPBR é para todas as tribos e o melhor de tudo aqui todos convivem uma semana em plena harmonia, sem preconceitos, onde todos podem ser quem são ou quem querem ser.

Esse espírito da CPBR levarei comigo para todo o sempre.

Outra ideia fantástica são as comunidades de campuseiros (fui muito bem recebido pela família Távola Quadrada) que são grupos fomentadores e agregadores do evento. São verdadeiras famílias que se ajudam no evento com todo suporte possível. Eu tenho a certeza que fiquei na melhor de todas e de todos os tempos. Aqui deixo meu carinho a todos que são (eu sou!) da Távola Quadrada.

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Bom, para o texto não ficar muito grande, vou terminando por aqui, dizendo que se você gosta de tecnologia, empreendedorismo, ciência, redes sociais, internet, cultura Nerd (ou cultura POP, como bem me lembrou pelo twitter o amigo @OEdGama), você PRECISA conhecer a Campus Party. PRECISA SER CAMPUSEIRO!

SEJA CAMPUSEIRO!

Obs.: Outros textos virão, frutos da CPBR10!

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Almoço global


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Numa terça à tarde, o sol queimava como de costume em Maceió, tudo estava dentro da normalidade. Quando o relógio acusou 12h00, uma das horas mais sagradas do dia, saí do escritório, deixei salvo a petição que estava fazendo e fui almoçar no restaurante Zeppelin, que fica exatamente por trás da loja Americanas, na praia da Avenida.

Com um clima agradável e ambiente pop, ornado com quadros de artistas da MPB, a comida servida não surpreenderia ninguém de tão boa que é. Andando pela tradicional Rua da Praia a fome juntamente com o calor já me convidavam para um rápido desmaio. Graças a Deus, cheguei!

– Boa tarde, moça. Qual o prato de hoje?

– Temos massunim, galinhada, sarapatel…

– Massunim, sem dúvida alguma e uma Coca-Cola bem gelada, por favor.

Estava tudo dentro dos conformes, comida boa e bem temperada, exagerei no azeite com pimenta e com o vinagre na salada. Um artista local dava um show com seu violino tocando as clássicas até as populares. Agradou quem estava lá.

Quando menos esperava entrou um grupo para almoçar, um rapaz sentou no canto da parede perto do freezer tinha um rosto familiar. Já vi este cabra em algum lugar. Olhando para todos que lá estavam, percebi que não estava sozinho com esse questionamento. Uma senhora que estava na mesa ao lado da minha, comentou discretamente com o marido.

– Vixe, olha aquele ator da Globo.

– Esse povo da Globo só anda com muita gente do lado.

– Será que é ele mesmo?

Estava no meu cantinho, quieto com minha segunda Coca-Cola e o pudim de sobremesa. Pensei comigo mesmo, só pode ser aquele ator da Globo. Aquele que aparecia direto no Vídeo Show, não nessa versão com a Monica Iozzi, mas a anterior. Qual era o nome dele mesmo?

Cada um que entrava olhava indiscretamente para mesa onde estava o ator global. Ainda pensei em perguntar a dona do estabelecimento se aquele era mesmo quem eu estava pensando. Não perguntei.

Pedi a terceira Coca-Cola e já estava com a certeza que o ator era o ator que estava pensando, mas que não lembrava o nome. Por aí já havia enviado um milhão de mensagens para os grupos de WhatsApp que faço parte perguntando se haveria alguma apresentação de teatro ou algo parecido hoje em Maceió. Ninguém respondeu.

Quando começaram a pagar a conta, fiquei atento. Vou tirar uma foto. Quando terminaram o pagamento e já estavam direcionados para porta de saída que é a mesma de entrada…

– Meu querido, posso tirar uma foto com você?

– Comigo?

Percebi na hora que tinha tomado a Terceira Coca-Cola em vão!

– Sim, sim. Você é a cara de um ator da Globo…

– Sidney Sampaio!

– Esse mesmo. Cara é um bom ator.

Já tinha certeza absoluta que ele não era quem eu imaginei ser e que não sabia nem o nome, muito menos imaginava. Mas como a vergonha já estava latente…

– Bicho, você é a cara do cara. Vou tirar uma foto com você e mandar no grupo aqui.

– Tranquilo.

Click.

– Obrigado e sucesso.

– Até mais.

Quando foi embora, sentei, terminei a minha Coca-Cola, paguei a conta e voltei para o escritório rindo da vergonha que passei.

Deixa eu trabalhar que ganho mais.

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Um texo sobre o Dia do Advogado


advogado

O ano de 2012 foi muito importante, vivi grandes e marcantes emoções, entre elas a conclusão do curso de Direito pelo Centro Universitário CESMAC. Comecei um pouco perdido e ao mesmo tempo encantado com a novidade dos estudos na capital. Lembro o momento que minha mãe, Dona Regia, perguntou o motivo de eu não ir estudar em Arapiraca, já que era mais perto de casa (morava em Santana do Ipanema) e mais fácil de arrumar algum emprego, respondi com toda convicção de alguém que não tem nenhum parente e muito menos onde morar em Maceió, que lá seria a porta do mundo para mim.

Já tinha em meu coração a semente da advocacia, mas não a compreendia, não tinha a certeza dos meus passos e das trilhas que precisariam ser percorridas para chegar ao objetivo final de meus sonhos.

Como todo bom estudante de direito, passei pelo desejo irreal de todas as profissões possíveis ofertadas pelo curso. Primeiro quis ser juiz, depois promotor, passei um tempo sem saber o que seria ou faria, quando raciocinei com a maturidade advinda dos anos de faculdade, estágios em escritórios, em especial o Motta & Soares, e bons exemplos de professores e amigos, conclui o óbvio: minha vida era a advocacia.

O amor pela advocacia somado ao amor pela docência e acrescentados alguns detalhes, tem como resultado a existência plena e feliz deste que digita emocionado essas palavras.

No início de 2013 aguardei ansioso pela colação de grau, momento de coroação de todos os sacrifícios e ousadias vividos nos últimos cinco anos. Estava feliz, minha mulher estava feliz, minha família estava feliz, meus amigos estavam felizes. Foi o dia perfeito, foi toda uma semana perfeita.

Comecei, logo depois da anestesia da formatura, um estudo intensivo para o Exame da Ordem, último obstáculo para alcançar meu objetivo. Leituras, esquemas no caderno das minhas matérias preferidas e aulas, muitas aulas. A primeira fase chegou, não era um domingo qualquer…

Achei que tinha perdido, estava me conformando e preparando o meu psicológico para a próxima prova da OAB. Não seria naquele dia. Fui ao cinema depois da prova, queria relaxar. Homem de Ferro 3 e sua trilha sonora com AC/DC não me acalmaram, estava ansioso pelo gabarito oficial, queria ter a certeza da minha não aprovação ou da aprovação, pois a esperança é última que morre, num é verdade?

Chegando em casa, corri para o computador, entrei no site do Conselho Federal e baixei o PDF com o gabarito oficial do X Exame da Ordem Unificado. Com a prova em mão fui marcando uma por uma, cada resposta correta fazia meu coração bater mais rápido. 35, 36, 37, 38, 39, 40! Passei!!! Parei de contar na hora. Não queria mais saber o total, o objetivo já tinha sido alcançado.

Opa, opa, opa! Falta ainda a segunda fase! Eu tinha escolhido Civil.

Não esperei muito para recomeçar a rotina de estudos, agora estava na fase final do Exame, precisava focar ainda mais. Sumi dos grupos de WhatsApp, sumi do Twitter e Facebook, meu blog ficou desatualizado. Estava de corpo e alma dedicado ao universo do Direito e Processo Civil. Não podia surtar.

Meu Vade Mecum estava todo marcado, com marca texto, post-it, clipes de todas as cores, tudo como havia estudado com tanta dedicação e paixão. Aquele domingo estava ensolarado, muita gente na rua, salvo engano houve um concurso público na mesma hora da segunda fase da prova da OAB.

Começou… Olhei a prova com todo cuidado. Li questão por questão. Defini qual era a ação cabível do caso apresentado e comecei a escrever. O tempo passa rápido, o frio na barriga aumenta. Ainda faltam as questões… Passa folha do Vade Mecum para um lado e para outro, dá uma olhada nas súmulas, meu Deus quase decorei todas elas, o relógio parece que estava com raiva de mim, meu nervosismo aumentou, meu coração acelerou. Moço, posso ir no banheiro?! Lavo o rosto, respiro calmamente, lavo o rosto de novo e retorno a prova. O tempo está passando… Passou.

Voltei a minha casa com a certeza de que não foi dessa vez. Não tem problema, muitos colegas também perderam e passaram noutras oportunidades. Só não posso desistir. Os dias foram passando, continuei normalmente os meus estudos da pós em Direito Constitucional. Já estava conformado.

No dia da divulgação do resultado da segunda fase, meu coração bateu mais forte e a ansiedade não me deixou concentrar em nada. Fiquei o dia todo em casa, assistindo filmes só pro tempo passar mais rápido, doce ilusão, nunca assisti filmes tão demorados como nesse dia, parecia que estava assistindo E o Vento Levou, versão estendida do diretor.

O F5 do meu computador quase ficou inútil, depois de tantas apertadas que dei, e ainda eram 16h30, o resultado estava programado para 17h. Nada de resultado. Quando menos esperei a página abriu e estava lá o resultado, nervoso e ansioso, procurei meu nome. Onde está a letra J mesmo… Aprovado!

Chorei muito, parecia aquela criança lá de Santana do Ipanema, ao fundo tocava We are the champions, sim, teve fundo musical, liguei pra Gislaine, para mainha e para meus amigos Juádley e Ricardinho. Depois a notícia se espalhou pelos grupos de WhatsApp e demais redes sociais. Estava extremamente feliz.

Fiquei dias anestesiado com o resultado, enquanto isso, providenciei toda documentação necessária para realizar minha inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil. A Gi e a minha querida amiga Candice assinaram a minha declaração de idoneidade. Que responsabilidade!

Quando menos esperei, estava eu com o cabelo cortado, barba feita, meu terno preto e gravata vermelha (nossa cor no direito) acompanhado da minha Gi, na sede antiga da OAB no Centro de Maceió, fazendo meu juramento, recebendo a minha certidão e o meu broche. Transformei-me ADVOGADO!

No dia de hoje, quero desejar a todos os advogados, que lutam constantemente pela construção de uma sociedade mais justa e digna, toda sabedoria para que seus caminhos e decisões sejam iluminados. Que a justiça se faça a cada petição feita e suas conquistas sejam a materialização de um novo mundo, de um novo tempo!

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Grupo de Estudos vai analisar mídia e violência em Alagoas


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A OAB/AL sediou na última terça-feira (09), em sua sede em Jacarecica, a reunião inaugural do grupo de Estudos e Pesquisa Tobias Granja, que analisa a situação da mídia e violência em Alagoas. O projeto faz parte de uma ação integrada de professores universitários, estudantes do curso de Direito, em parceria com a Ordem e com a Escola Superior de Advocacia (ESA), com o intuito de analisar e compreender as variáveis da violência que são vinculadas pela mídia local.

De acordo com o advogado e professor Francisco de Assis de França Júnior, membro da Coordenação Nacional de Acompanhamento do Sistema Carcerário (COASC) pela OAB Alagoas, a ideia do grupo é analisar a maneira como a mídia informa sobre a violência e como a sociedade recebe essa informação. “Iremos nos reunir periodicamente, com o objetivo de analisar criticamente o conteúdo e a forma como a mídia informa a sociedade sobre a violência. A maneira como os assuntos são tratados quando se referem a classe A e quando se referem a classe C e D. Será uma analise crítica, que posteriormente se transformarão em relatórios”, informou.

Com o conteúdo da pesquisa, o grupo pretende encaminhar a imprensa e ao poder público a análise crític, para que a situação da violência seja revista, inclusive com sugestões de políticas públicas para essa área. “Entendemos que a imprensa tem um papel fundamental na formulação dos valores democráticos. O que queremos com esse grupo é entender melhor esse funcionamento e sugerir melhorias”, afirmou França Júnior.

O grupo é formado atualmente por doze estudantes de direitos, acompanhados pelos professores José Marques de Vasconcelos Filho, Hugo Leonardo Rodrigues Santos, Bruno Cavalcante Leitão Santos e Marcos Robson Nascimento da Costa Filho, além do professor França Júnior.

“Nessa primeira reunião distribuímos tarefas onde os estudantes deverão analisar criticamente as publicações dos periódicos em relação aos casos de violência. Eles irão colher dados e iremos analisá-los na próxima reunião, que acontece no dia 13 de janeiro, no Cesmac”, completou França Júnior.

Fonte: ASCOM OAB/AL

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Gestores do Parque Municipal visitam áreas verdes em Minas Gerais


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Por Ascom Sempma

Integrantes do Parque Municipal de Maceió visitaram experiências ambientais na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. A visita teve como pauta, conhecer o modelo de gestão administrativa e de educação ambiental aplicada nos 73 parques municipais existentes na cidade. O aprendizado da capital mineira servirá como base de implantação de novas técnicas em Maceió.

Participaram da visita Fábio Palmeira, coordenador geral do Parque Municipal de Maceió, e José Marques de Vasconcelos Filho, chefe da divisão de Manutenção e Conservação do Parque Municipal.

Fábio Palmeira destacou a diversidade dessas áreas verdes na capital mineira, o que favorece a escolha de um modelo de gestão com as características do Parque Municipal de Maceió. “Belo Horizonte é uma verdadeira referência quando se trata de Parques e áreas verdes. Conhecer o modelo da política de gestão implantada aqui e adaptar à realidade da capital alagoana será fundamental para caminharmos na direção certa”, completou Palmeira.

Para José Marques, a forma que a sociedade de Belo Horizonte interage com os Parques é surpreendente. “Queremos despertar no maceioense e no alagoano o amor que os belo-horizontinos já sentem pelos seus Parques”, comentou Marques.

Foram realizadas 15 visitas em Parques da capital mineira. No Parque Américo Renné, maior de Belo Horizonte, o modelo de gestão administrativa adotada é voltado para educação ambiental envolvendo toda a população, por exemplo.

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Santana do Ipanema e o medo da violência


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Um dos principais atrativos da cidade de Santana do Ipanema é, sem dúvida alguma, a Praça Dr. Adelson Isaac de Miranda, a antiga praça da Bandeira, onde boa parte dos santanenses e suas famílias vão para bater um papo com os amigos e fazer um lanche, nas diversas lanchonetes presentes no local.

Aproveitando a tranquilidade do fim de semana do sertão, fui encontrar com amigos e atualizar a conversa na Praça Isaac de Miranda e lá encontrei muita gente se divertindo – alguns extrapolando com os sons de seus carros no volume máximo – pais com seus filhos pequenos curtindo a noite santanense com muito prazer.

A noite estava tranquila até que quando menos se esperava, ouvimos o barulho de um tiro. Logo em seguida outros e uma multidão correndo em várias direções e a maioria vindo para onde estávamos, muitos não imaginavam o que estava realmente acontecendo, o medo foi geral.

Matéria do Alagoas na Net:

Um jovem de 23 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio ocorrida na noite deste domingo (23) ao lado da Praça Dr. Adelson Isaac de Miranda, na cidade de Santana do Ipanema. O caso aconteceu por volta das 22h, quando centenas de pessoas estavam aglomeradas, após assistir o desfile de um bloco de rua.

De acordo com informações repassadas pelo cabo da Polícia Militar, Veloso, responsável pela guarnição da Radiopatrulha, populares relataram que uma dupla chegou em uma motocicleta, em frente a um farmácia, localizada na Rua Martins Vieira, Monumento, e ao parar miraram no jovem Rafael Domingos da Silva.

O rapaz estava acompanhado de uma jovem, quando os acusados efetuaram vários disparos em sua direção. Rafael foi atingido por um tiro no abdômen. Após o atentado, os dois suspeitos fugiram com destino ignorado, enquanto a vítima foi levada por populares até o Hospital Regional Clodolfo Rodrigues de Melo.

Não é de hoje que o tema violência em Santana do Ipanema é comentado. A cidade vive dias de terror, a rotina dos santanenses mudou, não para melhor, mas para adaptar-se ao medo que tomou de conta da cidade.

Nossos jovens se entregam ao mundo das drogas e da violência com muita facilidade, pois alternativas para ocupar sua mente e seu tempo são coisas complicadas demais para serem elaboradas pelos agentes políticos. Não culpo o prefeito, pela situação atual, mas culparei futuramente se ele for omisso e nada tentar fazer para amenizar essa cruel realidade. Comentar sobre a postura do Governo do Estado diante disso tudo é até fácil, pois já perdeu as rédeas e tenta com muita dificuldade contornar a situação.

Precisamos urgentemente tomar medidas que busquem amenizar esse inferno que o Estado de Alagoas vive, ocupando o tempo do jovem com educação, esporte e atividades profissionalizantes. Mostrar que existem alternativas possíveis para uma vida digna e mais humana.

Agir é preciso, antes que percamos por completo o controle da situação e o caos se instale de vez por essas bandas. Cidades pequenas conhecidas por sua tranquilidade, hoje são dominadas pelas drogas e pelo tráfico, enquanto isso muitos ficam na praça jogando milho aos pombos e vendo o tempo passar, como se nada estivesse acontecendo.

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