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Um tapa na cara de quem?


tapa

A polêmica do dia de hoje, nos famigerados grupos de WhatsApp, foi a forma carinhosa e simpática que o deputado estadual Dudu Hollanda se referiu a um jovem que lhe questionou numa de suas postagens na Assembleia Legislativa de Alagoas com os seguintes dizeres: “Trabalhando por Alagoas”.

O jovem não contou muito papo e tascou o seguinte comentário: “Trabalhando por Alagoas querendo aumento no próprio salário… Reclamando que tá perdendo dinheiro. Mais um tapa na cara da sociedade… Mais uma vez vc fazendo graça com os alagoanos. Uma vergonha”.

O deputado Dudu deve não ter gostado muito dessa intervenção realista, e no perfil do Instagram do jovem fez o comentário que chamou a atenção de muitos alagoanos: “Dou na sua cara, moleque! Imagine de quem achar ruim tome no cu”.

Pois é, está aí a qualidade da nossa classe política alagoana, aquela que não aceita críticas, não aceita o contraditório. Existem e por si se bastam. Estão além do cosmos!

A democracia, imagino eu, é um grande obstáculo para aqueles que geram em seus estômagos projetos de tiranos frustrados e que com isso revelam o que são em momentos de simplicidade, sem muita firula ou galhardia.

Até quando precisaremos ver isso?

Continuaremos com isso até mudarmos nossos conceitos egoístas, que geralmente definem eleições. Quando deixarmos de compreender o mundo a partir da nossa depressão cutânea localizada no centro do abdome e passarmos a enxergar o mundo com uma nova lente, um novo centro. A coletividade. Teremos uma nova realidade!

Esse tapa não será dado na cara do jovem, é dado todos os dias na cara da sociedade alagoana. Espera…

Não é o deputado que dá esse tapa na sociedade, mas a própria sociedade que se bate, como se sofresse de um sadomasoquismo social, onde o prazer estar em eleger figuras que nos reflete e a dor está na consequência que sempre reclamamos depois da votação.

Haja cara para bater.

Haja mão…

Ou como diria uma certa tatuagem por aí: “haja o que ‘hajar’”!

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A Assembleia, os deputados e o boi


boi

A Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE-AL), já foi palco de debates e conquistas históricas, como também já foi alvo de desvios homéricos de dinheiro público, agora com o quadro renovado, prepara-se para mais um ciclo que definirá a condução da vida do povo alagoano.

Os novos (e alguns já profissionais) deputados terão a missão de (tentar) fazer da ALE-AL um modelo exemplar de como gerenciar bem o dinheiro arrecadado do contribuinte alagoano.

Terão o desafio de pagar o que é devido aos seus funcionários efetivos, que ainda não receberam o 13º salário, um terço de férias e também o salário referente ao mês de dezembro. Outro grande desafio é o de exorcizar os fantasmas que assombram sem aparecer e fazem desaparecer somas milionárias todo mês.

Participarem das sessões sempre e não somente quando for de interesse do presidente da Casa ou de interesse próprio, mesmo que o elevador da ALE-AL esteja quebrado… Ah, eles têm como meta, também, não deixar que o álcool, fruto de festas mirabolantes que não deixam ninguém dormir, seja causa de vexame público. Acredito que a meta maior é não ter orgulho disso.

Agora o principal objetivo de todos os eleitos é trabalhar para fazer do Estado de Alagoas o melhor do país, melhorando a realidade do seu povo, com bons projetos e uma boa fiscalização do Poder Executivo.

E o boi?!

O boi ironicamente representa o sentimento, ainda, de “curral eleitoral”, onde muitos na base do medo e do assistencialismo perfunctório conquistam seus caros mandatos. Que esse boi seja o último da boiada, já que as cercas estão caindo, aos poucos, mas estão!

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Velhos comissionados voltam a Assembleia Legislativa de Alagoas


assembleia legislativa alagoas

No dia 31 de janeiro, sexta-feira passada, saiu no Diário Oficial do Estado, a publicação com os nomes dos “novos” servidores comissionados da Assembleia Legislativa de Alagoas. Medida essa, tomada depois que a Mesa Diretora exonerou todos os servidores públicos comissionados da Casa de Tavares Bastos.

A ideia inicial, sustentou a Mesa, era dar transparência e segurança aos atos da gestão Fernando Toledo e “Cia Ltda.”, que voltava de um período tenebroso – ou de esperança?! – de afastamento de todos os membros por 60 dias.

Com a medida moralizadora novos (velhos?) nomes surgiram no quadro de comissionados, entre eles o da servidora Joana D’Arc, alvo das investigações do Ministério Público de Alagoas e que acabou ficando nacionalmente conhecida depois da matéria do Fantástico sobre os desvios milionários da ALE-AL.

JoanaDarc

Segundo as investigações a servidora Joana, teve em sua conta bancária somente 277 depósitos curiosos entre janeiro de 2012 e julho de 2013.

Como já falei aqui diversas vezes, não adianta apresentar solução de fachada para pregar uma moralidade e renovação na Assembleia Legislativa do Estado, quando velhos e nefastos costumes permanecem. Falam em mais transparência e que estão trabalhando pelo bem de Alagoas, quando atos de improbidade administrativas são cometidos com a maior naturalidade, como se a sensação de impunidade fosse mais real que o ar que respiramos.

Precisamos viver novos tempos na setor público em nosso país e principalmente em nossa Alagoas, onde todos sabem o que acontece, mas infelizmente, por motivos dos mais diversos, nunca conseguimos provar, nunca.

Com isso continuamos caminhando não sei pra onde e com o pensamento não sei de quê. A sensação muitas vezes, infelizmente, é que estamos sem rumo. Porém, o meu orgulho alagoano, não deixa desanimar jamais, pois acredito que novos tempos virão. A força daqueles que querem um Estado mais justo serão manifestadas no dia a dia, não somente nas eleições que está perto, mas nos pequenos gestos e atos de humildade, honestidade e generosidade.

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O rebuliço na Aleal


assembleia legislativa alagoas

O Ministério Público impetrou ontem uma Ação Cautelar Inominada pedindo o afastamento de todos os membros da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa Estadual de Alagoas (Aleal). A ação está na 18ª Vara da Fazenda Estadual, sob os cuidados do juiz Manoel Cavalcante, que irá analisar os fatos, juntamente com outros colegas magistrados.

Tudo isso, depois da denúncia feita pelo deputado João Henrique Caldas, JHC, sobre o milagre da multiplicação dos salários de alguns servidores da Casa de Tavares Bastos.

A notícia do pedido de afastamento causou um grande rebuliço na Aleal, onde os deputados, inquietos, debatiam entre si os passos que deveriam dar e as medidas preventivas para que a lama jogada no ventilador não respingasse nos seus ternos.

O barulho foi tão grande que até o Governador Teotônio Vilela Filho agiu rapidamente, já que uma das suas características é a velocidade, depois de cutucado pela imprensa, afirmando que espera que tudo seja esclarecido, pois é importante o funcionamento dos Poderes, para atender assim a demanda da sociedade alagoana. Como sempre, muito cauteloso o nosso Governador Téo!

O Ministério Público está fazendo a sua parte e o que aguardamos enquanto sociedade é que a lentidão da nossa justiça não acabe levando esse caso para o buraco negro da impunidade, onde muitos entram e por lá ficam por toda a eternidade…

As inúmeras histórias da nossa Assembleia Legislativa se tornaram contos populares, onde muitos imaginam um dia entrar nesse mundo de “faz de conta” somente para satisfazer seus desejos e sonhos mais antigos de realização pessoal, enquanto isso o povo alagoano sofre nas mãos de poucos que se acham donos da verdade absoluta e proprietários de currais eleitorais cheios de bois gordos prontos para o abate!

Vamos acompanhando de perto o desenrolar dessa história, que de fantasia, não tem nada!

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A ALE-AL fala e não diz nada!


assembleia legislativa alagoas

Estamos acompanhando atentamente o desenrolar da denuncia feita pelo deputado João Henrique Caldas, o JHC, sobre as movimentações financeiras da Casa do Povo Alagoano, a nossa Assembleia Legislativa, onde, tudo indica, pariu mais uma TATURANA.

A imprensa alagoana está cobrindo e investigando profundamente este caso e assim descobrindo – tendo a certeza – a cada dia, que na Assembleia de Alagoas, o buraco é mais embaixo.

Em nota, apresentada hoje no site oficial da ALE, a mesa diretora afirma que a imprensa foi induzida ao erro pelo parlamentar e que essa teria feito uma interpretação equivocada dos dados financeiros da Casa Tavares Bastos cedidos pela Caixa Econômica Federal. Aqui a mesa diretora diz, nada mais nada menos, que a nossa imprensa não tem a capacidade de discernimento natural ao ser humano. Alguns dos nossos representantes insistem em subestimar a inteligência do povo alagoano.

Apresento aqui algumas reportagens do portal Cada Minuto, para que você possa entender melhor o caso:

Mesa Diretora da ALE segue em silêncio sobre a “lista de ouro” de R$ 7 milhões

ALE gastou R$ 7 milhões com 61 comissionados apenas em um ano

De acordo com extrato da ALE, comissionado consegue oito repasses em um mês totalizando R$ 34 mil

Extrato bancário da ALE pode apontar para uma “Taturana II: a missão”

Assessor de ex-primeiro secretário da Assembleia recebeu R$ 235 mil em 2011

A nota apresentada pela mesa diretora não inova e mantém a tradição em falar, falar e não dizer nada.

Justificam o pagamento realizado ao deputado Almir Lira Sobrinho, falecido em 2010, alegando que poderiam prejudicar os alimentos da sua família. Almir não chegou a tomar posse, mas mesmo assim o repasse foi feito no valor correspondente de um deputado. Quem bateu o ponto? Com quais documentos a mesa diretora comprova o não desvio de finalidade?

Alegam que em janeiro de 2011 não ocorreu nenhum repasse financeiro que superasse os limites legais aos cargos dos servidores e que houve, nesse mês, uma leve coincidência, onde pagamentos relativos a dezembro de 2010, décimo terceiro, do terço de férias e dos próprios valores correspondentes a janeiro, foram pagos de uma só vez. Alegam, ainda, que os “múltiplos salários”, pagos descaradamente, não passam de inverdades.

Tudo o que foi alegado, infelizmente, não passam de palavras sem as devidas fundamentações comprobatórias necessárias, já que a denuncia apresentada pelo deputado JHC, foi totalmente fundada sobre os extratos concedidos pela Caixa Econômica Federal.

Para ter uma ideia do que está claro nos extratos apresentados, encontra-se que uma só família recebeu R$ 91.734,13, sendo que o pai obteve R$ 46.572,45 e o filho R$ 45.161,63. Quer mais? Um funcionário recebeu em 2011 a quantia de R$ 82.055,10, total somado de 49 depósitos, outro funcionário recebeu 52 depósitos, totalizando R$216.836,59. Nada como um valor justo para uma boa prestação de serviço, não é verdade?! (Clique aqui e baixe os extratos apresentados pela CEF)

A mesa diretora da ALE-AL diz, com todas as letras, que tem compromisso com a legalidade e com a transparência, o que é percebido por todos nos extratos cedidos pela Caixa Econômica Federal. O que se espera do presidente Fernando Toledo e toda a mesa diretora é essa postura legal e transparente, que afirmam ter, para assim, todos os questionamentos levantados sejam esclarecidos com documentos detalhados e reais. É uma obrigação e não um ato heroico dos nobres deputados!

Uma visita do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e da Receita Federal seria muito boa para animar o segundo semestre daqueles que tem a certeza que aqui é terra de ninguém onde se faz tudo e pode tudo!

@Marques_JM

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A caça ao mandato de JHC termina hoje!


Acontecerá hoje a tarde, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a última parte do julgamento do processo contra o deputado estadual João Henrique Caldas (PTN), o JHC, com o voto da desembargadora Elisabeth Carvalho, que desempatará o placar que está 3X3. Com seu voto de minerva, a desembargadora poderá cassar ou não o mandato do JHC.

O deputado JHC, está sendo julgado por abuso de poder político e econômico na campanha de 2010, ou como diz o grande jornalista Ricardo Mota, por abuso de “poder religioso”!

O Ministério Público Federal, na pessoa do procurador Rodrigo Tenório, pediu o fim do processo, por não encontrar provas que condenem JHC.

Divulgação: Quem quer o mandato do JHC? – Blog do Marques

Votaram favoráveis ao deputado, os juízes eleitorais: Frederico Wildson, José Carlos Malta e Luciano Guimarães. Comungando do mesmo pensamento do MPF.

Votaram contra o deputado: Antônio Bitencourt, Ivan Brito e Fernando Maciel. Faltando, assim, apenas o voto da Elisabeth Carvalho, que assumiu a presidência, já que o desembargador Orlando Manso, não pode participar do julgamento, pois JHC sendo cassado, assume o seu cunhado a vaga de deputado.

Caso o deputado João Henrique seja cassado, a jurisprudência poderá atrapalhar o sono de alguns políticos alagoanos, como é o caso do senador Renan Calheiros, que esteve no mesmo evento religioso, onde o RR Soares fez questão de cantar parabéns pelo natalício do senador.

Pastores, padres, missionários, evangelistas, diáconos e religiosos em geral serão atingidos diretamente, por se aproveitarem do poder religioso para se elegerem. É o Apocalipse político de muita gente!

O deputado JHC atrapalhou o sonho de muitos pares quando revelou o escândalo da GDE, quando lembrou a Lei de Acesso à Informação e pediu a lista de funcionários da ALE com os nomes e valores dos salários, não votou no deputado Fernando Toledo para Conselheiro do Tribunal de Contas, votou contra o aumento dos salários do governador e seus secretários e outras ações…

Divulgação: A caça a JHC e o silêncio dos deputados – Ricardo Mota – Blog do Marques

JHC perdendo o mandato, Alagoas perde um grande deputado! Precisamos de pessoas comprometidas com o nosso Estado, que queiram trabalhar e o bem da população, que queiram o desenvolvimento com responsabilidade e respeito. João Henrique mostrou ser uma dessas pessoas, com sua atuação e postura.

Você que não conhece o trabalho do deputado João Henrique, precisa conhecer e saber que é possível, quando queremos, fazer e ser diferente!

Sejamos a diferença para fazer a Alagoas que realmente queremos!

@Marques_JM

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A caça a JHC e o silêncio dos deputados – Ricardo Mota


Fonte: TNH1

O processo contra o deputado JHC, no Tribunal Regional Eleitoral, por mais surpreendente que seja, está enquadrado no que é possível no jogo político.

Há uma denúncia contra o jovem parlamentar e os desembargadores eleitorais estão analisando. A votação, por enquanto, está empatada em três a três.

Um detalhe importante nesta ação é que o Ministério Público Eleitoral não acatou a denúncia contra João Henrique Caldas, por considerar que não há provas de abuso político e econômico praticado por ele nas eleições de 2010 (“abuso de poder religioso”, como já ironizaram dois dos juízes que votaram).

E ninguém pode afirmar que o procurador Rodrigo Tenório seja seletivo nas suas ações – muito pelo contrário.

Divulgação: Quem quer o mandato do JHC? – Blog do Marques

Mas se há um processo de cassação contra o deputado João Henrique Caldas no TRE – falta o voto definitivo da desembargadora Elisabeth Carvalho -, na Casa de Tavares Bastos só existe o silêncio sobre o caso.

A “caça” silenciosa ao jovem parlamentar é bem-vinda, principalmente, para a Mesa Diretora da Assembleia.

JHC tem sido uma pedra no sapato do presidente Fernando Toledo e colegas, pelas cobranças que faz por escrito e no plenário.

Até ameaça de processá-lo por falta de decoro parlamentar, na Comissão de Ética, já foi feita publicamente por Toledo.

Seria, digamos, uma caça às bruxas, como nos velhos tempos da inquisição (sem qualquer ligação, aqui, com o tal “abuso de poder religioso”).

Por enquanto, a Casa simplesmente ignora a situação vivida por JHC. Interessante é registrar a rapidez quando um dos seus integrantes corre o risco de ser preso ou processado por homicídio, por exemplo.

XXX

Manso fora

O presidente do TRE, desembargador Orlando Manso, não pode participar do julgamento porque se JHC for cassado, quem assume o mandato é um cunhado dele.

Resultado: ficou nas mãos da desembargadora Elisabeth Carvalho o chamado “voto minerva”. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Ayres Brito, afirmou esta semana sobre o tema: “O voto Minerva me enerva”.

A magistrada, certamente, terá os nervos no lugar para decidir sobre a estranha e polêmica questão. Com serenidade e independência.

Texto Ricardo Mota

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