Arquivo da categoria: Religião

A problemática da intolerância religiosa


intolerancia_religiosa_crime

No mês de setembro de 2016 a mãe de santo Cristiane de Ogum, foi baleada durante uma festa religiosa em Maceió. Após uma discussão, uma pessoa que se apresentava com evangélico, efetuou um disparo de espingarda calibre 12 contra o portão da casa do pai de santo Jamerson Alves e acabou atingindo a mãe de santo, que estava sentada dentro da residência e de costas para o portão.

Quando menos esperamos nos deparamos com uma história como o da mãe de santo Cristiane de Ogum, vítima da ignorância e da intolerância religiosa tão presente em nosso país, conhecido por ser de todos e para todos, quando na prática, sabemos que não é bem assim.

O assunto é tão gritante que foi até tema da redação do Enem 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil. Milhares do jovens em todo país foram convidados a discorrerem sobre este espinhoso assunto, que muitos, infelizmente, insistem em (pasmem!) negar.

Como bem sabemos o inciso VI do art. 5º da Constituição Federal diz que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, nos mostrando que o nosso país está sedimentado entre tantas liberdades, na de crença.

Liberdade aqui exposta que passa pela possibilidade em escolher, aderir, mudar ou permanecer e a liberdade de não ter religião, crer ou não crer, acreditar ou não acreditar. Cada um guiado conforme seu íntimo e (a não) fé.

Ao falar de intolerância religiosa transitamos por caminhos difíceis, onde o fanatismo e radicalidade caminham lado a lado do transcendental, porém inúmeras vezes o fanatismo religioso, na crença da posse absoluta real e concreta da verdade, faz com que persigam, apedrejem e até matem aqueles que não crêem em sua verdade.

Helio Gallardo, no seu livro Teoria Crítica – Matriz e Possibilidades de Direitos Humanos, ao falar de tolerância, afirma que “tolerar é compatível com julgar”, sugerindo que o melhor caminho é o reconhecimento e acompanhamento, pois “tolerar põe frente a frente indivíduos diversos. Reconhecer e acompanhar supõem a produção conjunta das diversidades.”

Lembra ainda o professor da Universidade da Costa Rica, “a tolerância implica que um se sente já sujeito diante do outro. Por isso, a tolerância pode incutir medo do outro (…), e esse medo pode convocar a violência”. Finaliza com grandiosidade, “por sua raiz latina, ‘tolerar’ significa sofrer com paciência. Como se sabe, a paciência também tem limites. O reconhecimento, ao contrário, supõe que eu me assumo vulnerável com o outro, não diante dele. Por isso, eu o acompanho, para podermos produzir juntos com nossas diferenças”.

A tolerância já não é mais o suficiente para convivermos com as diferenças, sejam elas religiosas ou de qualquer outra natureza. O passo que precisamos dar é o da transmutação da tolerância para o reconhecimento e acompanhamento.

Enquanto não alcançamos esse degrau, precisamos no mínimo conviver com respeito e bom senso à pluralidade que nos cerca, sem o intuito de impor ao outro a minha verdade.

Intolerância religiosa é um crime de ódio que atinge o íntimo transcendental do ser humano, ferindo a sua dignidade e claro, a sua liberdade.

Em Alagoas tem mais um caso de intolerância religiosa que precisamos recordar sempre, para que não se repita jamais. Em 1º de fevereiro de 1912, terreiros de culto de matriz africana da capital alagoana, foram covardemente atacados por pessoas armadas, que se denominavam Liga dos Republicanos Combatentes, objetos sagrados e paramentos foram queimados em praça pública, tal episódio ficou conhecido como a “Quebra de Xangô”. Em 2012, o então Governador Teotônio Vilela, pediu perdão oficial pelo ocorrido há 100, na época.

Exemplos, infelizmente, são muitos, basta lembrar que no ano de 1995, um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus ficou conhecido depois de ter chutado a imagem de Nossa Senhora Aparecida em rede nacional, atribuindo diversas características ofensiva a fé de milhares de brasileiros. Outro caso, protagonizado pelo apresentador da Band, Luiz Datena, que atribuiu à “falta de Deus” em determinado caso que apresentava no seu programa, onde afirmou que ateu não teria limites e por isso “a gente vê esses crimes por aí”. Em 2015, no Rio de Janeiro, uma menina de apenas 11 anos, do Candomblé, foi apedrejada na cabeça e insultada por homens que seguravam Bíblias na mão, supostamente pertencentes a religião cristã evangélica neopentecostais.

Os exemplos citados são os mais conhecidos, porém, ao fazer uma simples pesquisa sobre intolerância religiosa na internet, você encontrará fácil notícias sobre o tema em todo o mundo.

A Secretaria Especial de Direitos Humanos, divulgou recentemente que o número de denúncias de intolerância religiosa aumentou 3.706% nos últimos cinco anos. Em 2011 foram recebidos, pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, através do Disque 100, 15 denúncias, já em 2015, foram registrados 556 casos de intolerância.

No Dia Internacional da Tolerância, 16 de novembro, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, lembrou que “em um mundo marcado pela diversidade, a tolerância é um pré-requisito para a paz”. O que nos cabe muito bem, pois a busca pela paz e a convivência harmoniosa é a meta para uma sociedade saudável e justa.

Completa Irina Bokova, “devemos dizer outra vez que a tolerância não é a aceitação ingênua ou passiva da diferença: é uma luta pelo respeito aos direitos fundamentais. A tolerância não significa relativismo ou indiferença. É um compromisso renovado todos os dias, para buscar na nossa diversidade os laços que unem a humanidade”.

O nosso desafio, enquanto amantes do Direito, é saber aperfeiçoar os mecanismos de prevenção contra a intolerância religiosa e outras violações aos Direitos Humanos. Para que situações tão primitivas e deploráveis não aconteçam mais com tanta frequência como vemos em pleno século XXI.

Siga-me no Twitter/Instagram: @Marques_JM

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Alagoas, Religião, Textos

Viva Sant’Ana


14063143921411

O dia está cinzento em Santana do Ipanema, choveu logo cedo, o que não me ajudou muito para acordar. Minha sorte é que estou de férias da escola. O meu compromisso será às 9h na Igreja Matriz, preciso chegar cedo para preparar minha túnica e todos os objetos sagrados para a missa solene da padroeira.

Minha roupa está pronta sobre a cama, mainha acorda cedo e gosta de tudo certinho, a camisa social branca e a calça preta estão passadas, o sapato social engraxado. Tudo pronto, vou para a Igreja.

– Já vai, meu filho?

– Sim, mãe. “Bença”.

– Deus lhe abençoe. Aproveite e antes de ir, tome café. Essa missa demora muito e depois você fica com fome e passa mal.

Alimentado, subi com coragem e fé a ladeira que leva a Matriz, ao virar a esquina o parque é visível, pena que todos os brinquedos estão desligados. Só a noite posso andar no bate-bate. A visão da Igreja é muito bonita a noite, quando as luzes que enfeitam sua fachada estão ligadas, como uma gigante árvore de natal iluminada constantemente.

Dentro da Matriz todos os bancos estão lotados, não há mais espaço, tanto que muita gente está do lado de fora para tentar participar da missa, mesmo que seja ouvindo. O altar está muito bonito, esse ano ornamentaram com flores brancas em grandes arranjos, até São Vicente, que fica num altar lateral, está com seu espaço ornamentado. Coitado, quase ninguém olha pra ele.

O Altar de Senhora Sant’Ana? Ah esse está a coisa mais linda do mundo. Os seis candelabros grandes mais antigos estão sobre o seu altar, arranjos com folhas caindo pendurados ao redor da Santa dão uma beleza harmônica espetacular. Cada devoto e afilhado de Sant’Ana ao chegar próximo ao altar fica encantado e feliz com o cuidado com tudo que leva a Deus.

Na sacristia a movimentação é grande, muitos padres da Diocese vieram para a missa solene, que será presidida por Dom Fernando. Tem padre aqui que nem sabia que existia. Coroinhas e seminaristas tem dois para cada padre presente. Será que vai caber todo mundo no altar? Padre Delorizano está nervoso, soltando fogo para todo lado, aparentemente alguém quebrou alguma coisa muito importante. Graças a Deus cheguei agora, mas alguém vai morrer hoje!

Tudo organizado e todos no seu devido lugar, vai começar a procissão de entrada, para iniciarmos a missa. Eu estava responsável pelo missal. Ia ficar próximo ao bispo durante toda a missa. Para uma criança que queria ser padre, isso era quase uma concelebração. O coral estava ainda mais afinado e com músicas sacras que enriqueciam ainda mais a celebração. O coro de São Cristóvão e de Sant’Ana se uniam todos os anos para cantar na missa solene. Era bonito!

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está de meio de nós.

– Abençoe-vos o Deus todo poderoso: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

– Amém

– Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

– Graças a Deus.

Quando o Dom Fernando terminou a benção final uma das cenas mais bonitas acontecia, pois logo após o bispo convidava a todos para cantar o hino da padroeira e numa só voz. Centenas de pessoas cantando com fé, esperança e amor transcende qualquer coisa e arrepia. Ao olhar toda a nave da Igreja via caras conhecidas, minhas professoras da escola, os pais dos meus amigos, alguns dos meus amigos, todos fitados cantando e rezando.

O momento do hino era impagável e quando terminou, o bispo se voltou para o povo com algo ainda preso na garganta e falava em voz alta:

– Viva Senhora Sant’Ana!

– VIVA!

Siga-me no Twitter/Instagram: @Marques_JM

Deixe um comentário

Arquivado em Religião, Textos

Olivença festeja hoje sua Padroeira


14054846117786

A querida cidade de Olivença, localizada no sertão alagoano – próxima a Santana do Ipanema, festeja hoje o dia da sua Padroeira Nossa Senhora do Carmo, que é um título dado à Virgem Maria. O principal símbolo desta devoção é o Escapulário do Carmo, que representa o ato de estar a serviço do Reino de Deus e que acompanha muitas indulgências e graças.

O novenário começou no dia 7 deste mês com uma procissão de abertura saindo do Povoado Barraco com destino à Paróquia de Nossa Senhora do Carmo. O Pároco José Petrônio Oliveira organizou uma grande festa que teve como padres convidados, Pe. José Pinto (Igaci – AL), Pe. Marc David Ferro (Palmeira dos Índios – AL), Pe. José da Silva (Monteirópolis – AL), Pe. Clóvis Rodrigues da Silva (Inhapi – AL), Pe. Hélio Pereira dos Santos (Quebrangulo – AL), Pe. Henaldo Chagas (Maravilha – AL), Pe. Edivaldo dos Santos (Senador Rui Palmeira – AL), Pe. Antônio de Pádua Santos Sobrinho (Piranhas – AL) e Pe. José Neto de França (Major Isidoro – AL), todos membros do clero da Diocese de Palmeira dos Índios.

Todos os dias do novenário aconteceram orações solenes de Laudes, Hora Média e Vésperas, todas oriundas da Liturgia das Horas, e durante a noite sempre algum evento religioso e apresentações, sendo que no último dia do novenário aconteceu o tradicional leilão de animais e utensílios.

Hoje dia 16 de julho, haverá às 10h30min a Santa Missa Solene com a presença do bispo diocesano Dom Dulcênio Fontes de Matos, líder da comunidade católica do sertão. Já a tarde, haverá a procissão com a imagem de Nossa Senhora do Carmo pelas principais ruas da cidade.

Olivença é uma cidade pequena do nosso sertão, porém com um povo de coração gigantesco e acolhedor, que luta sempre por dignidade e melhores dias, apegando-se na fé, para que a sabedoria, a paz e força sejam sempre renovadas e fortalecidas para enfrentar mais um dia.

Viva Nossa Senhora do Carmo!

Viva o POVO OLIVENTINO!

Siga-me no Twitter/Instagram: @Marques_JM

Deixe um comentário

Arquivado em Alagoas, Religião

Noite Santa


JesusCristo natal

“Ora, havia naquela mesma região pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho. E um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor os cercou de resplendor; pelo que se encheram de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo: É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis um menino envolto em faixas, e deitado em uma manjedoura. Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade.”

Dezembro é um mês especial, pois nele o ano finda e a esperança por um ano novo repleto de alegrias e boas conquistas se renova. Refletimos o que fizemos de bom e o que aprontamos de ruim no velho ano.

Em dezembro sentimos aquele friozinho na barriga, como se estivéssemos perto de receber algum presente ou realizar uma viagem que há muito esperávamos. É um mês mágico.

Vivemos hoje o natal, onde se comemora a encarnação do amor num humilde menino que nasceu numa pobre manjedoura. Somos convidados a fazer uma reflexão profunda de quem somos e do que queremos. Sabemos que podemos melhorar, sempre.

Que o silêncio da Noite Santa, nos ajude a encontrar o amor, que o frágil menino nos revela, no outro e assim possamos conviver com mais tolerância e harmonia, respeitando todas as diferenças existentes.

Desejo profundamente que possamos viver mais docemente, como o semblante do Menino Deus que dorme tranquilamente na sob o céu estrelado de Belém, viver sempre em busca constante da humildade e da caridade, viver o amor!

Tenham um feliz e santo natal!

@Marques_JM

Deixe um comentário

Arquivado em Geral, Religião, Textos

Leia o primeiro discurso do Papa Francisco no Brasil


brasao_papa-francisco

Visita Apostólica do Papa Francisco ao Brasil 
Discurso no Palácio da Guanabara – RJ
Segunda-feira, 22 de julho de 2013

Senhora Presidenta,
Ilustres Autoridades,
Irmãos e amigos!

Quis Deus na sua amorosa providência que a primeira viagem internacional do meu Pontificado me consentisse voltar à amada América Latina, precisamente ao Brasil, nação que se gloria de seus sólidos laços com a Sé Apostólica e dos profundos sentimentos de fé e amizade que sempre a uniram de modo singular ao Sucessor de Pedro. Dou graças a Deus pela sua benignidade.

Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!”

Saúdo com deferência a Senhora Presidenta e os ilustres membros do seu Governo. Obrigado pelo seu generoso acolhimento e por suas palavras que externaram a alegria dos brasileiros pela minha presença em sua Pátria. Cumprimento também o Senhor Governador deste Estado, que amavelmente nos recebe na Sede do Governo, e o Senhor Prefeito do Rio de Janeiro, bem como os Membros do Corpo Diplomático acreditado junto ao Governo Brasileiro, as demais Autoridades presentes e todos quantos se prodigalizaram para tornar realidade esta minha visita.

Quero dirigir uma palavra de afeto aos meus irmãos no Episcopado, sobre quem pousa a tarefa de guiar o Rebanho de Deus neste imenso País, e às suas amadas Igrejas Particulares. Esta minha visita outra coisa não quer senão continuar a missão pastoral própria do Bispo de Roma de confirmar os seus irmãos na Fé em Cristo, de animá-los a testemunhar as razões da Esperança que d’Ele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas do seu Amor.

O motivo principal da minha presença no Brasil, como é sabido, transcende as suas fronteiras. Vim para a Jornada Mundial da Juventude. Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem agasalhar-se no seu abraço para, junto de seu Coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações».

Estes jovens provêm dos diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variegadas culturas e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda diversidade.

Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens quando conquistados pela experiência da sua amizade. Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos.

Ao iniciar esta minha visita ao Brasil, tenho consciência de que, ao dirigir-me aos jovens, falarei às suas famílias, às suas comunidades eclesiais e nacionais de origem, às sociedades nas quais estão inseridos, aos homens e às mulheres dos quais, em grande medida, depende o futuro destas novas gerações.

Os pais usam dizer por aqui: “os filhos são a menina dos nossos olhos”. Que bela expressão da sabedoria brasileira que aplica aos jovens a imagem da pupila dos olhos, janela pela qual entra a luz regalando-nos o milagre da visão! O que vai ser de nós, se não tomarmos conta dos nossos olhos? Como haveremos de seguir em frente? O meu auspício é que, nesta semana, cada um de nós se deixe interpelar por esta desafiadora pergunta.

A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço; tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e corresponsável do destino de todos.

Concluindo, peço a todos a delicadeza da atenção e, se possível, a necessária empatia para estabelecer um diálogo de amigos. Nesta hora, os braços do Papa se alargam para abraçar a inteira nação brasileira, na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles, ninguém se sinta excluído do afeto do Papa. Depois de amanhã, se Deus quiser, tenho em mente recordar-lhes todos a Nossa Senhora Aparecida, invocando sua proteção materna sobre seus lares e famílias. Desde já a todos abençôo.

Obrigado pelo acolhimento!

Fonte: Santa Sé

@Marques_JM

2 Comentários

Arquivado em Religião

Sexta-Feira da Paixão


crucificacao

Amigos leitores do #BlogdoMarques, quero desejar a todos vocês um dia especial de reflexão e inspiração. Que o maior exemplo de amor da humanidade seja luz na vida de cada um.

Refletimos, de forma especial, a vida e morte do Homem Deus, que veio ao mundo para nos apresentar o Amor, como nunca visto antes.

Refletimos a sua vida e morte, para no domingo nos alegrarmos com a sua ressurreição! A sua vitória contra a morte.

Todos os dias do ano, somos convidados, a pensar e rezar a vida, ao tempo em que somos convidados a por em prática o amor ensinado e tanto refletido por nós!

Que esse nosso dia seja um grande marco em nossa história de evolução pessoal e espiritual.

Que o Cristo seja luz e força em nossa caminhada!

@Marques_JM

2 Comentários

Arquivado em Religião

Habemvs Papam: FRANCISCO


Papa Francisco

Católicos de todo mundo estão em festa com a eleição do novo Papa. Seguindo em a tradição, assim foi anunciado:

“Annuntio vobis gaudium magnum: habemus Papam!”

Eminentissimum ac reverendissimum dominum, dominum, Giorgio Marium Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Bergoglio, qui sibi nomen imposuit Francisco.

O Cardeal Jorge Mario Bergloglio, 76 anos, é o novo líder da Igreja Católica. O novo sucessor de Pedro, adotou o nome de Francisco, nome inédito em toda a história dos papas.

Dom Jorge Mario, agora Papa Francisco, era Arcebispo de Buenos Aires, cidade onde nasceu no ano de 1936. Jesuíta, formado técnico químico e filósofo.

Com gestos simples, o Papa Francisco, pediu que os fieis rezassem por ele, naquele momento e durante seu pontificado. Gesto esse que dá para o novo papa uma característica de humildade visível.

@Marques_JM

2 Comentários

Arquivado em Religião