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É Natal


>O natal está chegando!

Santos, SP

Quanto tempo sem aparecer por aqui…

O dia do ano que mais inspira os seres humanos chegou, vivemos o natal!

Desejo que você tenha um dia especial e transformador.

Que o espírito do natal permaneça todos os dias de 2017 em nossos corações, para que possamos superar tanto ódio gerado por aqueles que não aceitam as diferenças humanas.

Quando são as diferenças que deixa a humanidade ainda mais bonita.

Feliz Natal.

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Lançamento do livro Notas de História Da Igreja nas Alagoas


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Participei hoje a noite do lançamento do livro Notas de História da Igreja nas Alagoas, do professor filósofo, teólogo, historiador e escritor Álvaro Queiroz que ocorreu no Shopping Maceió, no estande montado pela Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal) juntamente com a Imprensa Oficial Graciliano Ramos.

A exposição de livros começou no dia 08 e vai até o dia 13 deste mês, na praça de eventos da expansão. Com uma programação intensa com diversos lançamentos de livros e contação de histórias, o estande é um convite irrecusável para conhecer a riqueza literária acadêmica produzida em terras alagoanas.

O livro do professor Álvaro, que é membro do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, vem contar a história da Igreja Católica em lagoas, com base em pesquisas profundas em diversos acervos e arquivos.

O livro foi prefaciado pelo professor da UFAL, Anderson de Alencar Menezes, que com um cuidado rico apresenta o livro com a seguinte frase: “Tratar da História Eclesiástica é mover-se também por concepções eclesiológicas e antropológicas. Os recortes epistemológicos realizados pelo autor e os cuidados metodológicos tomados pelo mesmo com grande acuidade revelam uma obra de grande relevo para a posteridade”.

Não tem como não esperar menos que a excelência do professor Álvaro que já vem contribuindo com a construção contínua do rico acervo bibliográfico alagoano há muito tempo. Não vejo a hora de começar a leitura dessa obra, que passará por antes da fundação da Diocese das Alagoas até depois da fundação desta, e ainda nos apresentando em seu último capítulo notas sobre outras Igrejas cristãs em nosso Estado.

Fica a dica para todos que querem adquirir novas obras para as suas leituras constantes. Não deixem de passarem no estande e curtir um pouco os nossos escritores.

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Em tempos de intolerância…


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Estamos vivendo uma fase muito tensa em nossa sociedade onde muitos querem impor suas verdades absolutas, seja lá qual for essa verdade, sobre as verdades de outros, e com isso um ódio generalizado vestido de diversos trajes e uniformes é alimentado constantemente. Esse bicho está engordando.

Com essas imposições rótulos surgem como justificativas para um processo desumano e nefasto de inimificação. Criam inimigos para justificarem seus atos excludentes e assim criarem a sociedade dos seus sonhos. “Todos são iguais, mais uns mais iguais que os outros”.

Apresento um texto que há muito queria ter compartilhado com vocês, mas não sei o motivo de não ter feito antes. Hoje esse texto viralizou e acredito que muitos já leram. Quem não leu, tá dada a dica.

O texto é do Ministro do Supremo, o professor Luís Roberto Barroso, que foi o discurso de formatura de uma turma da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ.

O MUNDO AOS SEUS PÉS

 

Luís Roberto Barroso

 

INTRODUÇÃO

Há coisas na vida que não se repetem. São sempre como se fora a primeira vez. Ser paraninfo de uma turma como a de vocês é uma delas. A alegria profunda que senti quando Thiago e Julia – representando toda a turma – me trouxeram a notícia da escolha do meu nome e a emoção genuína que eu sinto nessa tribuna documentam que esse é um momento único. Gostaria de dizer a vocês nessa hora de despedida algumas coisas que talvez possam ajudá-los a viver uma vida boa, uma vida ética, uma vida feliz. Alguns valores e crenças que cultivo. Não crenças religiosas, que a religião é um espaço da vida privada. Mas uma fé racional, uma atitude diante da vida.

Aqui vão elas: Creio no bem, na justiça, no amor e na tolerância. E creio na gentileza e no bom humor como uma boa forma de realizá-los.

II. BEM

Creio no bem, mesmo quando não posso vê-lo. Mesmo quando não consigo entender exatamente porque as coisas acontecem. Creio no bem como uma energia permanente e crescente, desde o início dos tempos. A força propulsora do processo civilizatório, que nos levou de uma época de aspereza, de sacrifícios humanos e de tiranias diversas à era dos direitos humanos, da democracia, da busca da dignidade da pessoa humana. Minha crença sofre, mas não se abala, com o fato de que estas não são realidades concretas em todas as partes do mundo nem para toda a gente. As idéias demoram um tempo razoável desde quando conquistam corações e mentes até se incorporarem efetivamente à vida das pessoas. Mas o rumo certo é mais importante do que a velocidade.

O Bem é feito da boa-fé, essa conquista do espírito, que consiste em não querer passar os outros para trás. E de bons sentimentos, que é a atitude positiva e unilateral de querer bem às pessoas em geral. Um dos segredos da vida é jamais dar reciprocidade a mau-sentimento. Ah, sim: quando falo do Bem, não me refiro a um bem ascético, sisudo, circunspecto, que não perde o vinco nem desmancha o cabelo. Falo de um Bem que não sacrifica a alegria de viver, que tem olhos de ver, que se amassa e se descabela. Que sabe escolher bem. E que acredita, com Fernando Sabino, que no final, tudo acaba bem. Se ainda não está bem, é porque não chegou ao fim. Eis aí minha primeira crença essencial: querer bem, fazer bem, viver bem. E dormir bem.

III. JUSTIÇA

Creio – com reservas, mas empenhadamente – na justiça dos homens. Sei que ela tarda, às vezes falha e tem uma queda pelos mais ricos. Mas eu conheço uma legião de pessoas decentes, juízes, promotores, defensores, advogados que se dedicam ao seu ofício com tal integridade, que não posso deixar de acreditar no que eles fazem. Gente que cumpre bem o seu papel, grande ou pequeno. Considero que este é outro segredo da vida: fazer bem feita a parte que lhe toca. Tudo o que merece ser feito merece ser bem feito. Mas creio, sobretudo, na Justiça do universo, no curso da história, no processo civilizatório, em um futuro de fraternidade e delicadeza. Creio na redistribuição paulatina do poder e da riqueza e creio na progressiva inclusão social dos excluídos. Sobre a justiça, gostaria de dizer-lhes ainda duas coisas.

A primeira: a justiça não é incompatível com o perdão, com a compaixão, com a solidariedade às vidas que não deram certo. Ouvi de um grande juiz a seguinte confissão: “Ao longo da vida, já me arrependi de ter sido justo, mas nunca de ter sido bom”. A segunda: a justiça não é feita de certezas absolutas ou de verdades plenas. A vida tem muitos pontos de observação. Às vezes, cada um de nós terá dúvida interna real sobre o que é certo e justo. Lembro-me sempre da história do advogado que, após haver vencido a causa, comunicou ao seu cliente: “Fez-se justiça”. Ao que o cliente respondeu: “Vamos recorrer imediatamente”.

IV. AMOR

Creio no amor. O que vale a vida são nossos afetos. Creio no amor dos pais pelos filhos, dos filhos pelos pais. (Quanto tempo a gente leva nessa vida para descobrir que quem sabia das coisas eram nossos pais!). Creio no amor próprio, que dá paz e segurança nos caminhos da vida. Mas não no amor narcísico, na obsessão de si. Creio no amor ao próximo, na bênção que é o sentimento de fraternidade. Gostar das pessoas como uma atitude padrão. Sejam generosos. No balanço final da vida, a gente é julgado pelo que faz de graça, por amor ou compaixão. A propósito, creio no amor apaixonado, de um homem por uma mulher, de uma mulher por um homem. De uma pessoa por uma pessoa. Creio que qualquer maneira de amar vale a pena e que todo amor deve ousar dizer seu nome. E desejo a cada um de vocês que encontre o amor como o que foi imortalizado por Jorge Luis Borges nessa linda declaração: “Estar com você ou não estar com você é a medida do meu tempo”.

V. TOLERÂNCIA

Creio na tolerância. Na capacidade de compreender e respeitar o outro, aquele que é diferente da gente. O mundo contemporâneo é feito de pluralismo e diversidade. Há muitos projetos de vida legítimos. Há múltiplas raças, religiões, ideologias. É preciso escolher os próprios valores e conviver em harmonia com as escolhas alheias. Não falo de um relativismo moral, que não tenha uma idéia do que é bom, certo e justo. Não estejam ao sabor dos ventos ou à mercê de aventureiros. Falo da rejeição ao perfeccionismo moral, que acha que deve universalizar e impor os próprios valores, os seus projetos de vida, como se fossem os únicos. Não creio em verdades absolutas, em dogmas que não podem ser questionados. Creio na razão, na capacidade de compreender e justificar fenômenos e ações. E creio na fé, na capacidade de acreditar no que não pode ser visto ou tocado. Cada um com a sua.

Sou filho de mãe judia e pai católico. Sou tecnicamente judeu em um país cristão. No final da adolescência, fiz um intercâmbio acadêmico nos Estados Unidos e morei com uma adorável família protestante, presbiteriana. Passados mais de 30 anos, continuamos amigos e nos freqüentamos. Durante minha temporada de estudos em Yale, meu vizinho de porta era da Arábia Saudita e, portanto, muçulmano. Na noite em que eu cheguei no apartamento da universidade, a luz ainda não havia sido ligada. O Sheik – era assim o que chamávamos – fez uma extensão lá da casa dele e tivemos uma lâmpada em casa na primeira noite. Depois, me ajudou a montar todos os móveis. Sou eternamente grato àquela curiosa figura, sempre de camisolão e que eu diversas vezes flagrei na garagem tomando um bom conhaque escondido.

Eu creio honesta e sinceramente na igualdade das pessoas. A vida me provou que submetidas às mesmas condições, aos mesmos estímulos ou às mesmas pressões, as pessoas tendem a reagir da mesma forma. São iguais na sua humanidade, nos seus medos, nas suas falhas e nas suas virtudes.

Por fim, dois temperos importantes para a vida.

VI. GENTILEZA

O primeiro é a gentileza. Ser gentil é como fazer a vida acontecer ao som de uma boa música. Precisar não precisa, mas faz toda a diferença. Imaginem um filme, uma novela sem trilha sonora. A gentileza é um toque de classe em um mundo pragmático, apressado, indiferente. Ela é uma forma mais doce, mais amável de dizer a mesma coisa. Por exemplo, em vez de falar: “Nunca ouvi nada tão estúpido!”, considerem de uma próxima vez a seguinte alternativa: “Nunca tinha pensado nisso sob essa perspectiva”. Vejam tudo, deixem passar muita coisa, corrijam um pouco . A gentileza não rende tributo à falsidade. A falsidade é incompatível com todos os valores substantivos de que falei antes. Na vida, na maior medida possível, a gente deve conservar a sinceridade, a autenticidade. Poder ser o que se é e viver o que se prega é uma bênção, uma libertação.

VII. BOM HUMOR

Por fim, tenham bom humor. Não se levem a sério demais. Trafeguem pela vida com leveza, que era uma das propostas de Italo Calvino para o próximo milênio. O humor pode ter malícia, mas não maldade. Lembro-me quando era criança que um dos colegas da rua tinha o apelido de “Rebouças”. Intrigado, meu pai perguntou a razão do apelido. É que o indigitado tinha um nariz enorme e o túnel Rebouças havia sido inaugurado há pouco tempo, como o maior do mundo. Nunca esqueci da frase carinhosa do meu pai: “A gente não deve criticar defeito físico de ninguém. A pessoa não tem culpa nem pode modificar a realidade”. Ou seja: se a crítica não pode ser construtiva, é preciso refletir se ela é cabível e necessária. Hipótese diferente é a da barbearia que havia lá em Vassouras – minha querida terra natal – e que quase foi à falência. Na porta do estabelecimento havia uma placa: “Corto cabelo e pinto”. Pelas dúvidas, a clientela não se arriscava lá dentro. Uma alma bem intencionada, com um pouco de domínio da linguagem, sugeriu pequena alteração nos dizeres: “Corto e pinto cabelo”. O barbeiro viu renascer a clientela. O episódio, aliás, adverte para uma das dificuldades do mundo jurídico: nunca subestimem o poder das palavras e os riscos da ambigüidade da linguagem.

VIII. DESPEDIDA

É boa hora de terminar. Desde o discurso de posse de Barak Obama ficou estabelecido que ninguém deve falar mais do que vinte minutos. Aliás, em matéria de discursos na presidência dos Estados Unidos, tenho passado a vida assombrado desde que li o seguinte: George Washington fez o menor discurso de posse na história americana, com apenas 133 palavras. William Henry Harrison fez o maior, com 8.433 palavras, num dia frio e tempestuoso em Washington, D.C. Ele morreu um mês depois, de uma gripe extremamente severa, que contraiu naquela noite. Creio que esta seja a maldição que recai sobre oradores que falam além do seu tempo.

Senhores pais, de sangue e de afeto: somos nós que estamos no palco, mas esta noite é de vocês. Aqui se celebra o sucesso da educação que deram aos seus filhos. Eles estão criados, bem criados. Daqui eles partirão para conquistar o mundo. Respirem fundo.

Meus queridos afilhados: não se esqueçam de ser felizes. Lembrem-se que a felicidade tem mais a ver com atitudes do que com circunstâncias. Voem alto, mergulhem fundo, encontrem o próprio caminho. Não tenham medo de tentar, de recomeçar, de insistir. O maior naufrágio é não partir.

Com essa frase, de um grande navegador, eu me despeço de vocês. Vão em paz. Sejam bons, justos, afetuosos e tolerantes. Com gentileza e bom humor. O mundo se atirará a seus pés.

Torço que essa reflexão direcionada aos estudantes de direito seja absorvida por todos e comecemos a pensar no mundo mais plural e rico de oportunidades e possibilidades.

OBS.: Quero aproveitar aqui e pedir desculpas aos amigos leitores do Blog do Marques que, justificadamente, reclamaram pelas poucas postagens nos últimos meses. Esse semestre foi repleto de novidades na minha vida profissional e acadêmica, o que exigiu de mim mais dedicação e atenção. Toda vez que olhava o Cada Minuto e via lá o blog parado ou mesmo quando entrava no blogdomarques.com.br e via a mesma coisa me dava uma tristeza sem tamanho.

Estou voltando a normalidade no mundo da blogosfera alagoana.

#BonsVentos #Avante

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AGRIPA – Preservação do Rio Ipanema


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Em Santana do Ipanema um movimento chama a atenção de todos da região sertaneja da nossa Alagoas, a defesa e resgate do Rio Ipanema, que nasce no município de Pesqueira e desaguando no Rio São Francisco, é o principal assunto que move a Associação Guardiões do Rio Ipanema – AGRIPA.

A AGRIPA busca despertar no santanense o devido cuidado que precisamos ter na preservação do Rio Ipanema e do meio ambiente como um todo, pois o que se encontra – infelizmente – há muitos anos é o total descaso com o rio do poder público e da população.

Crimes ambientais de todos os níveis são cometidos diariamente no sertão, o Rio Ipanema é violado constantemente com o descarte irregular de lixo e desmatamento, por exemplo. Para combater essa cultura de desvalorização e descaso, a AGRIPA promove debates, palestras e atividades junto as comunidades que estão diretamente ligadas ao rio e com as escolas públicas e particulares da cidade.

No próximo dia 21 de abril, Santana do Ipanema comemorará o Dia do Rio Ipanema e a AGRIPA convida a todos para participarem de suas atividades. Divulgo aqui a programação e compartilho com todos o desejo para que o trabalho da associação cresça e se fortaleça cada vez mais, pois esses fazem a diferença na sua comunidade.

A Associação Guardiões do Rio Ipanema (AGRIPA) está convidando toda comunidade santanense e região a participar dos festejos alusivos ao Dia do Rio Ipanema, que ocorrem na próxima terça-feira, dia 21 de abril de 2015.

Dentre as várias atividades estão previstas passeio ciclístico, apresentações culturais e artísticas.

Confira abaixo a programação completa:

16 horas: Passeio ciclístico, saindo do bairro do Bebedouro

Percurso: Maniçoba, Rua São Pedro, Rua São Paulo, Ponte do Padre, Rua Delmiro Gouveia, Rua Manoel Medeiros de Aquino, Cahab Velha, Avenida Pancrácio Rocha, via Secretaria de Obras, Rua Sayonara Queiroz, Rua Santa Sofia II, Sítio Mata Verde, Cemitério do Barroso, Rua Santa Sofia, Av. Pancrácio Rocha, em direção a Caixa Econômica e a Avenida Drº Arsênio Moreira, finalizando na Praça Dr Adelson Isaac de Miranda.

18 horas: Breve histórico sobre a Agripa

18h20min: Apresentações culturais a cargo de alunos do Colégio Cenecista Santana, na qual serão mostradas poesias, jogral e rap.

19 horas: Show com artistas locais: Ferreirinha, Ferreira, Luciano e Renildo (música regional)

Arly Cardoso (brega)

Manoel Messias (forró pé de serra)

Júnior do Acordeom e grupo

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Aumento das passagens de ônibus em Maceió: 2,75R$


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Não é a primeira vez que comento sobre o aumento das passagens de ônibus coletivo em Maceió, também não tinha como não tocar no assunto aqui no Blog do Marques, já que houve hoje (publicado no Diário Oficial do Município) um reajuste de 10% no valor das passagens e que afetará diretamente o bolso de milhares de maceioenses que precisam utilizar do serviço para se locomoverem, tanto para trabalhar como para qualquer outra finalidade.

A passagem foi de R$2,50 para R$2,75 e alguns podem questionar o que são 25 centavos na vida de alguém… Imagine, o senhor que tem esse questionamento, alguém que recebe um salário mínimo e necessita pegar dois ônibus para chegar ao trabalho, de segunda a sábado, no Centro de Maceió. Lembrando, que essa pessoa, além de locomoção, precisa alimentar-se e quando não alimentar a sua família.

Bom, a essa decisão do aumento foi tomada no finalzinho de janeiro pelo Conselho Municipal de Transportes, que é formado por representantes de diversas entidades e da sociedade civil. O argumento utilizado é o reajuste nos valores dos combustíveis e correção salarial dos funcionários, como bem explicou o superintendente da SMTT, Tácio Melo, em matéria publicada no Cada Minuto:

“Houve alta do combustível, da inflação e tributos, salários e planos de saúde dos rodoviários, peças e serviços para manutenção da frota, itens que elevam o custo operacional do sistema. No entanto, Maceió concedeu reajuste menor do que outras capitais.”

A justificativa é plausível, não desmereço em nada o que foi dito pelo superintendente da SMTT, porém sempre temos esse debate e os questionamentos são os mesmos, como por exemplo: Quando sairá a tão sonhada e cobiçada licitação do transporte urbano em Maceió? Quando será revista a planilha de gratuidade que os vereadores, com medidas populistas, insistem em empurrar goela a baixo como se fossem salvadores da pátria? Que fique claro, não sou contra a gratuidade de alguns segmentos, porém do jeito que está é deveras exagerado.

Espero atenciosamente a materialização da licitação para que possamos realmente ver mudanças concretas na questão do transporte público de qualidade da nossa cidade. Outra coisa, não podemos esperar muito dos nossos vereadores, já que alguns têm uma relação, digamos, bem rodada com o setor. Essa relação idiossincrática, que foi gerada lá no início da campanha, é difícil de ser quebrada, já que se trata de amor verdadeiro!

Isso mesmo, minha gente, ele existe!

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Grupo de Estudos vai analisar mídia e violência em Alagoas


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A OAB/AL sediou na última terça-feira (09), em sua sede em Jacarecica, a reunião inaugural do grupo de Estudos e Pesquisa Tobias Granja, que analisa a situação da mídia e violência em Alagoas. O projeto faz parte de uma ação integrada de professores universitários, estudantes do curso de Direito, em parceria com a Ordem e com a Escola Superior de Advocacia (ESA), com o intuito de analisar e compreender as variáveis da violência que são vinculadas pela mídia local.

De acordo com o advogado e professor Francisco de Assis de França Júnior, membro da Coordenação Nacional de Acompanhamento do Sistema Carcerário (COASC) pela OAB Alagoas, a ideia do grupo é analisar a maneira como a mídia informa sobre a violência e como a sociedade recebe essa informação. “Iremos nos reunir periodicamente, com o objetivo de analisar criticamente o conteúdo e a forma como a mídia informa a sociedade sobre a violência. A maneira como os assuntos são tratados quando se referem a classe A e quando se referem a classe C e D. Será uma analise crítica, que posteriormente se transformarão em relatórios”, informou.

Com o conteúdo da pesquisa, o grupo pretende encaminhar a imprensa e ao poder público a análise crític, para que a situação da violência seja revista, inclusive com sugestões de políticas públicas para essa área. “Entendemos que a imprensa tem um papel fundamental na formulação dos valores democráticos. O que queremos com esse grupo é entender melhor esse funcionamento e sugerir melhorias”, afirmou França Júnior.

O grupo é formado atualmente por doze estudantes de direitos, acompanhados pelos professores José Marques de Vasconcelos Filho, Hugo Leonardo Rodrigues Santos, Bruno Cavalcante Leitão Santos e Marcos Robson Nascimento da Costa Filho, além do professor França Júnior.

“Nessa primeira reunião distribuímos tarefas onde os estudantes deverão analisar criticamente as publicações dos periódicos em relação aos casos de violência. Eles irão colher dados e iremos analisá-los na próxima reunião, que acontece no dia 13 de janeiro, no Cesmac”, completou França Júnior.

Fonte: ASCOM OAB/AL

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Aplicativo irá monitorar crimes contra direitos humanos nas redes sociais


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O Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura (Labic), pertencente a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) criou um aplicativo que pode monitorar em tempo real mensagens que foram postadas nas redes sociais que tenham como finalidades promover crimes contra os direitos humanos.

O aplicativo funcionará utilizando filtros para identificar palavras chaves que contenham direcionamento racista, xenofóbicas, de incitação à violência e outros crimes. O detalhe que o aplicativo tem como identificar qualquer uma das palavras filtradas em qualquer idioma e qualquer ponto da Terra, apontando o internauta que postou e quem compartilhou.

As redes sociais mais conhecidas como Twitter, Instagram e Facebook serão monitoradas em tempo real pela nova tecnologia brasileira

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República decidiu, então, criar um grupo de trabalho que irá mapear e monitorar todos os crimes contra os direitos humanos cometidos nas redes sociais.

O grupo terá representantes de diversos órgãos, da Polícia Federal, da Secretaria de Direitos Humanos, da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Secretaria de Políticas para Mulheres, da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais (Condege).

. Toda informação e dados repassados pelo Labic será de extrema importância para o mapeamento da real circunstância onde nos encontramos com os inúmeros ataques aos direitos humanos na internet.

Sabemos que esses crimes crescem a cada dia, alimentados muitas vezes pelo ódio e descontrole emocional de muitos, que se escondem por trás de um anonimato irreal. Como apontaria Cesare Beccaria, “esse costume torna os homens falsos e pérfidos”.

Muitos desses crimes se materializam na vida física dos internautas quando incitados (e motivados) pelo ódio e preconceitos baratos, como em casos de linchamentos e “justiçamentos” nas ruas de muitas cidades brasileiras.

Agora é acompanhar todo o trabalho que será desenvolvido pelo grupo de trabalho e começar a ter um melhor detalhamento do mapa de crimes cometidos nas redes sociais contra os direitos humanos.

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