Aquela velha sensação de segurança está de volta…

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Hoje li um texto do editor do site Alagoas Na Net, esse que é referência no sertão alagoano e mais especificamente, na minha querida Santana do Ipanema. Nele, Lucas Malta, relata duas abordagens onde uma velha falsa amiga do santanense e do alagoano, retorna com força nas opiniões de algumas pessoas.

Alguns falam com alegria e orgulho que a cidade está vivendo em paz novamente, “passando por um momento de maior segurança,” já que “pelo menos os que estavam morrendo eram sua maioria bandido.” Esse sentimento fugaz toma conta do espírito inquieto do alagoano, que acredita está vivendo, agora sim, num lugar tranquilo e seguro.

Mais policiais nas ruas, mais viaturas circulando nos bairros nobres, ações constantes no combate ao tráfico e criminalidades, governador que “toma para si” a responsabilidade pela segurança pública, os famosos assassinatos de marginais conhecidos e alta periculosidade que acontecem de tempos em tempos, muitas vezes financiados por “cidadãos de bem” imbuídos da causa nobre de matar o matador, são alguns exemplos de geradores de sensação de segurança.

Enquanto isso acontece, os desvios descarados continuam acontecendo na Assembleia Legislativa do Estado, em diversas Câmaras Municipais, secretarias, prefeituras, presidências de clubes, associações, sindicatos, condomínios, igrejas, empresas, escolas, clubes de futebol, tênis e dominó. Achamos bonito, pois estamos seguro.

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O fator violência não se combate com medidas que ficam bonitas e bem alinhadas em capas de jornais ou sites de notícias. Não se combate com limpeza social, onde todos nós sabemos os únicos que irão morrer, mas com trabalho em conjunto de toda sociedade e governo. Criar mecanismos que combatam a corrupção, interligar ações das políticas públicas onde a segurança pública seja tratada com educação, saúde, esporte, lazer…

Quando mudarmos nossos hábitos e começarmos a sentir vergonha de atos corruptos e desumanos, começaremos a questionar essa sensação superficial de segurança. Começaremos a perceber que estamos aplaudindo um espaço vazio, sem alma e sem espírito.

Quando era adolescente, ainda morava em Santana do Ipanema, lembro que uma onda de assaltos tomou a cidade, ninguém mais suportava, todos falavam e comentavam, nos bares, nas praças da Bandeira e de São Cristóvão, na porta da Igreja Matriz de Sant’Ana, na frente da Escola Estadual Professor Mileno Ferreira e em outros tantos espaços da cidade. Um dia esses bandidos começaram a cair, um por um, com tiros de espingarda calibre 12 no rosto. Vários morreram assim. Comentava-se que era pelo controle do tráfico outros diziam que estavam limpando a cidade.

Santana do Ipanema ficou tranquila, não se via assaltos nas ruas, a paz reinou para sempre na minha cidade… Isso foi há mais ou menos 15 anos, de lá pra cá, não se tem mais criminalidade em Santana e muito menos em qualquer outra cidade do país onde algo semelhante aconteceu.

Vivemos em paz para sempre!

Fim.

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