Aplicativo irá monitorar crimes contra direitos humanos nas redes sociais

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O Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura (Labic), pertencente a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) criou um aplicativo que pode monitorar em tempo real mensagens que foram postadas nas redes sociais que tenham como finalidades promover crimes contra os direitos humanos.

O aplicativo funcionará utilizando filtros para identificar palavras chaves que contenham direcionamento racista, xenofóbicas, de incitação à violência e outros crimes. O detalhe que o aplicativo tem como identificar qualquer uma das palavras filtradas em qualquer idioma e qualquer ponto da Terra, apontando o internauta que postou e quem compartilhou.

As redes sociais mais conhecidas como Twitter, Instagram e Facebook serão monitoradas em tempo real pela nova tecnologia brasileira

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República decidiu, então, criar um grupo de trabalho que irá mapear e monitorar todos os crimes contra os direitos humanos cometidos nas redes sociais.

O grupo terá representantes de diversos órgãos, da Polícia Federal, da Secretaria de Direitos Humanos, da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Secretaria de Políticas para Mulheres, da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais (Condege).

. Toda informação e dados repassados pelo Labic será de extrema importância para o mapeamento da real circunstância onde nos encontramos com os inúmeros ataques aos direitos humanos na internet.

Sabemos que esses crimes crescem a cada dia, alimentados muitas vezes pelo ódio e descontrole emocional de muitos, que se escondem por trás de um anonimato irreal. Como apontaria Cesare Beccaria, “esse costume torna os homens falsos e pérfidos”.

Muitos desses crimes se materializam na vida física dos internautas quando incitados (e motivados) pelo ódio e preconceitos baratos, como em casos de linchamentos e “justiçamentos” nas ruas de muitas cidades brasileiras.

Agora é acompanhar todo o trabalho que será desenvolvido pelo grupo de trabalho e começar a ter um melhor detalhamento do mapa de crimes cometidos nas redes sociais contra os direitos humanos.

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