Reflexões de domingo #1


Curtindo meu domingo sem tecnologias avançadas e suas milhares de possibilidades de desligamentos do mundo de fato.

Assim, me pego lendo Vinicius, confesso, já não o lia há um bom tempo… Tomei pílulas de ausência de sofrimento do amor… Mas como toda boa realidade da vida, Vinicius sempre volta e resgata o que há de mais rasgado nas paixões mais intensas e profundas.

No fim de tudo, acredito que a medição do quanto vivemos é o quanto amamos e nos apaixonamos nessa vida. A medida que os sonhos vão nos dando razões os amores e as paixões nos dão o material de trabalho para concretizar as razões…

Enquanto isso, escolhemos como queremos viver, cada um na sua intensidade, uns líquidos como os relacionamentos dos tempos digitais e outros sólidos como os velhos romances do século XVI.

Vou continuar curtindo esse domingo, lendo Vinicius e ouvindo Ray Charles…

JM

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30 anos


Interessante como esperei tanto por esse marco na minha vida. Muitos esperam ansiosos pelos 18 anos, mais como um desejo por liberdade da autoridade dos pais, que pelo que realmente a idade representa…

Quando era criança, pensava que com 30 anos já seria um coroa com cabelo grisalho, igualzinho ao do Antônio Fagundes na novela O Rei do Gado, ou idêntico ao Roger Moore em O espião que me amava de 1977.

Cheguei aos 30 com pouquíssimos cabelos brancos e um pouco diferente daquilo que imaginei lá na minha infância. O importante é que comemoro feliz e realizado. Sei que ainda tem muita coisa pela frente, mas sou feliz com tudo que vivi.

Arrependimentos? Alguns, mas de poucas coisas que deixei de fazer por medo, talvez. Não me arrependo das minhas escolhas, nenhuma delas. As escolhas que fiz e deram errado, não posso me arrepender delas, seria desonesto com tudo que elas me fizeram aprender.

Se pudesse escolher? Queria escrever como Chico Buarque, Vinicius de Moraes e Christopher Moore, cantar igualzinho o Fagner, o Louis Armstrong e o Ben L’Oncle Soul, atuar como Marlon Brando, José Wilker e Kevin Spacey, dançar igual o Gene Kelly, jogar bola do mesmo jeito do Garrincha, Roberto Carlos e Ronaldinho Gaúcho…

Na realidade, eu ia dizer: manda pra terra do mesmo jeito, pois se não fosse assim, não seria a minha vida, mas de outra pessoa. Ou seja, não teria graça nenhuma!

GRATIDÃO

Sou grato por tudo,
pelas pessoas que conheci,
pelos amores que conquistei,
pelas almas que marquei,
pelos lugares que desbravei,
pelos amigos que fiz,
pelos livros que li,
por minha família que me mantém firme,
pelo amor que me fortalece e incentiva em não desistir dos meus sonhos.

Sou grato pelas minhas inquietações,
convergentes ou divergentes,
grato pelos sentimentos,
pelos encontros e desencontros,
pelas rodoviárias e aeroportos cheios ou com quase ninguém,
pelas músicas mais variadas que fazem do meu gosto musical muito peculiar…

Grato pela vida,
grato por viver,
grato,
grato,
Obrigado!

José Marques, Maceió 30 de junho de 2017

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Amor


Amor
Amores
Amando
Amo
Amarei
A amada
Amando
Amei
Amor

JM
Maceió – 25 de junho de 2017

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Campus Party Brasil: uma experiência que precisa ser vivida!



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São Paulo, SP.

Chegou ao fim o maior evento sobre tecnologia e inovação do país, foram dias intensos com muitas palestras, workshopping, campeonatos, hackathons, batalha de robôs, promoções, entre muitas outras atividades.

Para se ter noção do tamanho da programação da Campus Party Brasil 10 (CPBR10), foram 700 horas de conteúdo, 9 palcos temáticos (empreendedorismo, ciência, entretenimento e outros temas), the big hackathon com 100 horas de desenvolvimento e 40GB Internet cabeada de alta velocidade.

Hackathon é nada mais que uma maratona de programação. Vem do inglês “hack” (programar de forma excepcional) e “marathon” (maratona). O evento reúne programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de software para uma maratona de programação, com o objetivo de desenvolver uma solução tecnológica com uma finalidade específica ou projetos livres inovadores.

Bom, cheguei em São Paulo para participar da CPBR10 na segunda, dia 30 de janeiro, porém o evento em si só começaria no dia seguinte (31) e findando no dia 05 de fevereiro. Essa edição é especial, pois é a comemorativa de 10 anos de existência.

Desde quando ouvi pela primeira vez falar sobre a CPBR, fiquei muito interessado em participar como campuseiro. Porém, através do meu querido amigo palmarino Cláudio Caique, que me convidou e incentivou a submeter minha palestra sobre violações dos Direitos Humanos nas redes sociais para fazer parte da programação oficial da CPBR10. Foi aprovada.

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A minha primeira vez na CPBR, foi como palestrante e campuseiro.

Tive a oportunidade e alegria de conhecer pessoas de diversos Estados brasileiros, como Brasília, Pernambuco, Minas Gerais, Ceará, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro…

Além do conteúdo oferecido pela CPBR, penso que a maior atração é a possibilidade de conhecer pessoas diferentes, porém com o “mesmo objetivo”, fazendo assim, novas amizades, contatos profissionais (várias reuniões ocorreram!) e até encontrando o amor de suas vidas (já houve casamento em edições anteriores, esse ano houve um pedido de casamento).

Vi no semblante de vários jovens uma alegria contagiante por estarem aqui na CPBR10, alegria rara de se encontrar por aí. Muitos esperam o ano todo só para poderem compartilhar dessa semana mágica. Não consigo encontrar palavras para explicar essa alegria que encontrei nos olhos de muitos aqui.

Vi muitos deles durante a madrugada com suas brincadeiras, como por exemplo: correrem com cadeiras sobre a cabeça e literalmente perturbando o sono daqueles que dormiam pelos sofás e puffs espalhados pelo Centro de Exposições: “Não vai dormir!”.

Não tem como não esquecer seus “gritos de guerra”, oriundos de memes, como o “OooooOOooooOOoooooOOOOo” (uma das versões de sua origem é referência ao episódio do Pica-Pau das quedas d’águas) e “Próximoooooo” (meme original da CPBR, onde determinada funcionária de algum restaurante, com uma cara não muito amigável ficava dizendo “próximo” de forma peculiar e que caiu nas graças dos campuseiros). Ouvi todos dos dias e todas as horas e minutos… Isso fica na sua cabeça!

barracas-cpbr10

Para muitos que não estão conectados a essa experiência podem achar que é a maior tolice do mundo, para eles, e eu concordo, não é. São momentos que ficarão marcados no coração, ou melhor, na alma de cada um deles para sempre. Fazendo com que muitos não resistam e derramem litros de lágrimas toda vez que lembrem da CPBR.

O evento é para todos, não importa a idade ou qualquer outro atributo que muitos insistem em criar para separar e dividir, vi meninas (que farei um post específico sobre as garotas gamers e o preconceito que elas passam!), meninos de todas as idades e características possíveis e imagináveis.

A CPBR é para todas as tribos e o melhor de tudo aqui todos convivem uma semana em plena harmonia, sem preconceitos, onde todos podem ser quem são ou quem querem ser.

Esse espírito da CPBR levarei comigo para todo o sempre.

Outra ideia fantástica são as comunidades de campuseiros (fui muito bem recebido pela família Távola Quadrada) que são grupos fomentadores e agregadores do evento. São verdadeiras famílias que se ajudam no evento com todo suporte possível. Eu tenho a certeza que fiquei na melhor de todas e de todos os tempos. Aqui deixo meu carinho a todos que são (eu sou!) da Távola Quadrada.

tavol

Bom, para o texto não ficar muito grande, vou terminando por aqui, dizendo que se você gosta de tecnologia, empreendedorismo, ciência, redes sociais, internet, cultura Nerd (ou cultura POP, como bem me lembrou pelo twitter o amigo @OEdGama), você PRECISA conhecer a Campus Party. PRECISA SER CAMPUSEIRO!

SEJA CAMPUSEIRO!

Obs.: Outros textos virão, frutos da CPBR10!

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Alagoas para ouvir no Spotify


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Enquanto dava uma olhada no meu Instagram vi uma postagem que me chamou a atenção imediatamente. O Governo do Estado, em seu perfil oficial (@governodealagoas) divulgando a sua playlist no Spotify, em comemoração dos 200 anos de emancipação política.

Spotify, para quem ainda não conhece, é um aplicativo (plataforma de streaming) de música online, com mais de 30 milhões de músicas disponíveis para todos os gostos musicais.

O Governo do Estado tem no seu perfil no Spotify (GOV AL) disponíveis duas playlists, a “Quem Canta Alagoas” apresenta diversos artistas brasileiros que cantam as belezas do nosso Estado, entre eles Martinho da Vila, Alceu Valença, Dominguinhos, Milton Nascimento, entre outros. Já a playlist “Alagoas  200 Anos” apresenta músicas de diversos artistas alagoanos, entre eles o Djavan, Eliezer Setton, Wado, Millane Hora, Vibrações, Barba de Gato, Hermeto Pascoal e muitos outros.

Uma iniciativa importante para divulgar ainda mais nossa cultura musical para o mundo, em especial para o alagoano que infelizmente ainda não conhece o diversificado cenário musical de Alagoas.

Para curtir as boas músicas alagoanas é só seguir o perfil do Governo do Estado (GOV AL) e você encontra lá as playlists.

Parabenizo o Governo por essa iniciativa.

Achei arretada.

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A problemática da intolerância religiosa


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No mês de setembro de 2016 a mãe de santo Cristiane de Ogum, foi baleada durante uma festa religiosa em Maceió. Após uma discussão, uma pessoa que se apresentava com evangélico, efetuou um disparo de espingarda calibre 12 contra o portão da casa do pai de santo Jamerson Alves e acabou atingindo a mãe de santo, que estava sentada dentro da residência e de costas para o portão.

Quando menos esperamos nos deparamos com uma história como o da mãe de santo Cristiane de Ogum, vítima da ignorância e da intolerância religiosa tão presente em nosso país, conhecido por ser de todos e para todos, quando na prática, sabemos que não é bem assim.

O assunto é tão gritante que foi até tema da redação do Enem 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil. Milhares do jovens em todo país foram convidados a discorrerem sobre este espinhoso assunto, que muitos, infelizmente, insistem em (pasmem!) negar.

Como bem sabemos o inciso VI do art. 5º da Constituição Federal diz que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, nos mostrando que o nosso país está sedimentado entre tantas liberdades, na de crença.

Liberdade aqui exposta que passa pela possibilidade em escolher, aderir, mudar ou permanecer e a liberdade de não ter religião, crer ou não crer, acreditar ou não acreditar. Cada um guiado conforme seu íntimo e (a não) fé.

Ao falar de intolerância religiosa transitamos por caminhos difíceis, onde o fanatismo e radicalidade caminham lado a lado do transcendental, porém inúmeras vezes o fanatismo religioso, na crença da posse absoluta real e concreta da verdade, faz com que persigam, apedrejem e até matem aqueles que não crêem em sua verdade.

Helio Gallardo, no seu livro Teoria Crítica – Matriz e Possibilidades de Direitos Humanos, ao falar de tolerância, afirma que “tolerar é compatível com julgar”, sugerindo que o melhor caminho é o reconhecimento e acompanhamento, pois “tolerar põe frente a frente indivíduos diversos. Reconhecer e acompanhar supõem a produção conjunta das diversidades.”

Lembra ainda o professor da Universidade da Costa Rica, “a tolerância implica que um se sente já sujeito diante do outro. Por isso, a tolerância pode incutir medo do outro (…), e esse medo pode convocar a violência”. Finaliza com grandiosidade, “por sua raiz latina, ‘tolerar’ significa sofrer com paciência. Como se sabe, a paciência também tem limites. O reconhecimento, ao contrário, supõe que eu me assumo vulnerável com o outro, não diante dele. Por isso, eu o acompanho, para podermos produzir juntos com nossas diferenças”.

A tolerância já não é mais o suficiente para convivermos com as diferenças, sejam elas religiosas ou de qualquer outra natureza. O passo que precisamos dar é o da transmutação da tolerância para o reconhecimento e acompanhamento.

Enquanto não alcançamos esse degrau, precisamos no mínimo conviver com respeito e bom senso à pluralidade que nos cerca, sem o intuito de impor ao outro a minha verdade.

Intolerância religiosa é um crime de ódio que atinge o íntimo transcendental do ser humano, ferindo a sua dignidade e claro, a sua liberdade.

Em Alagoas tem mais um caso de intolerância religiosa que precisamos recordar sempre, para que não se repita jamais. Em 1º de fevereiro de 1912, terreiros de culto de matriz africana da capital alagoana, foram covardemente atacados por pessoas armadas, que se denominavam Liga dos Republicanos Combatentes, objetos sagrados e paramentos foram queimados em praça pública, tal episódio ficou conhecido como a “Quebra de Xangô”. Em 2012, o então Governador Teotônio Vilela, pediu perdão oficial pelo ocorrido há 100, na época.

Exemplos, infelizmente, são muitos, basta lembrar que no ano de 1995, um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus ficou conhecido depois de ter chutado a imagem de Nossa Senhora Aparecida em rede nacional, atribuindo diversas características ofensiva a fé de milhares de brasileiros. Outro caso, protagonizado pelo apresentador da Band, Luiz Datena, que atribuiu à “falta de Deus” em determinado caso que apresentava no seu programa, onde afirmou que ateu não teria limites e por isso “a gente vê esses crimes por aí”. Em 2015, no Rio de Janeiro, uma menina de apenas 11 anos, do Candomblé, foi apedrejada na cabeça e insultada por homens que seguravam Bíblias na mão, supostamente pertencentes a religião cristã evangélica neopentecostais.

Os exemplos citados são os mais conhecidos, porém, ao fazer uma simples pesquisa sobre intolerância religiosa na internet, você encontrará fácil notícias sobre o tema em todo o mundo.

A Secretaria Especial de Direitos Humanos, divulgou recentemente que o número de denúncias de intolerância religiosa aumentou 3.706% nos últimos cinco anos. Em 2011 foram recebidos, pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, através do Disque 100, 15 denúncias, já em 2015, foram registrados 556 casos de intolerância.

No Dia Internacional da Tolerância, 16 de novembro, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, lembrou que “em um mundo marcado pela diversidade, a tolerância é um pré-requisito para a paz”. O que nos cabe muito bem, pois a busca pela paz e a convivência harmoniosa é a meta para uma sociedade saudável e justa.

Completa Irina Bokova, “devemos dizer outra vez que a tolerância não é a aceitação ingênua ou passiva da diferença: é uma luta pelo respeito aos direitos fundamentais. A tolerância não significa relativismo ou indiferença. É um compromisso renovado todos os dias, para buscar na nossa diversidade os laços que unem a humanidade”.

O nosso desafio, enquanto amantes do Direito, é saber aperfeiçoar os mecanismos de prevenção contra a intolerância religiosa e outras violações aos Direitos Humanos. Para que situações tão primitivas e deploráveis não aconteçam mais com tanta frequência como vemos em pleno século XXI.

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É Natal


>O natal está chegando!

Santos, SP

Quanto tempo sem aparecer por aqui…

O dia do ano que mais inspira os seres humanos chegou, vivemos o natal!

Desejo que você tenha um dia especial e transformador.

Que o espírito do natal permaneça todos os dias de 2017 em nossos corações, para que possamos superar tanto ódio gerado por aqueles que não aceitam as diferenças humanas.

Quando são as diferenças que deixa a humanidade ainda mais bonita.

Feliz Natal.

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