Campus Party Brasil: uma experiência que precisa ser vivida!



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São Paulo, SP.

Chegou ao fim o maior evento sobre tecnologia e inovação do país, foram dias intensos com muitas palestras, workshopping, campeonatos, hackathons, batalha de robôs, promoções, entre muitas outras atividades.

Para se ter noção do tamanho da programação da Campus Party Brasil 10 (CPBR10), foram 700 horas de conteúdo, 9 palcos temáticos (empreendedorismo, ciência, entretenimento e outros temas), the big hackathon com 100 horas de desenvolvimento e 40GB Internet cabeada de alta velocidade.

Hackathon é nada mais que uma maratona de programação. Vem do inglês “hack” (programar de forma excepcional) e “marathon” (maratona). O evento reúne programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de software para uma maratona de programação, com o objetivo de desenvolver uma solução tecnológica com uma finalidade específica ou projetos livres inovadores.

Bom, cheguei em São Paulo para participar da CPBR10 na segunda, dia 30 de janeiro, porém o evento em si só começaria no dia seguinte (31) e findando no dia 05 de fevereiro. Essa edição é especial, pois é a comemorativa de 10 anos de existência.

Desde quando ouvi pela primeira vez falar sobre a CPBR, fiquei muito interessado em participar como campuseiro. Porém, através do meu querido amigo palmarino Cláudio Caique, que me convidou e incentivou a submeter minha palestra sobre violações dos Direitos Humanos nas redes sociais para fazer parte da programação oficial da CPBR10. Foi aprovada.

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A minha primeira vez na CPBR, foi como palestrante e campuseiro.

Tive a oportunidade e alegria de conhecer pessoas de diversos Estados brasileiros, como Brasília, Pernambuco, Minas Gerais, Ceará, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro…

Além do conteúdo oferecido pela CPBR, penso que a maior atração é a possibilidade de conhecer pessoas diferentes, porém com o “mesmo objetivo”, fazendo assim, novas amizades, contatos profissionais (várias reuniões ocorreram!) e até encontrando o amor de suas vidas (já houve casamento em edições anteriores, esse ano houve um pedido de casamento).

Vi no semblante de vários jovens uma alegria contagiante por estarem aqui na CPBR10, alegria rara de se encontrar por aí. Muitos esperam o ano todo só para poderem compartilhar dessa semana mágica. Não consigo encontrar palavras para explicar essa alegria que encontrei nos olhos de muitos aqui.

Vi muitos deles durante a madrugada com suas brincadeiras, como por exemplo: correrem com cadeiras sobre a cabeça e literalmente perturbando o sono daqueles que dormiam pelos sofás e puffs espalhados pelo Centro de Exposições: “Não vai dormir!”.

Não tem como não esquecer seus “gritos de guerra”, oriundos de memes, como o “OooooOOooooOOoooooOOOOo” (uma das versões de sua origem é referência ao episódio do Pica-Pau das quedas d’águas) e “Próximoooooo” (meme original da CPBR, onde determinada funcionária de algum restaurante, com uma cara não muito amigável ficava dizendo “próximo” de forma peculiar e que caiu nas graças dos campuseiros). Ouvi todos dos dias e todas as horas e minutos… Isso fica na sua cabeça!

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Para muitos que não estão conectados a essa experiência podem achar que é a maior tolice do mundo, para eles, e eu concordo, não é. São momentos que ficarão marcados no coração, ou melhor, na alma de cada um deles para sempre. Fazendo com que muitos não resistam e derramem litros de lágrimas toda vez que lembrem da CPBR.

O evento é para todos, não importa a idade ou qualquer outro atributo que muitos insistem em criar para separar e dividir, vi meninas (que farei um post específico sobre as garotas gamers e o preconceito que elas passam!), meninos de todas as idades e características possíveis e imagináveis.

A CPBR é para todas as tribos e o melhor de tudo aqui todos convivem uma semana em plena harmonia, sem preconceitos, onde todos podem ser quem são ou quem querem ser.

Esse espírito da CPBR levarei comigo para todo o sempre.

Outra ideia fantástica são as comunidades de campuseiros (fui muito bem recebido pela família Távola Quadrada) que são grupos fomentadores e agregadores do evento. São verdadeiras famílias que se ajudam no evento com todo suporte possível. Eu tenho a certeza que fiquei na melhor de todas e de todos os tempos. Aqui deixo meu carinho a todos que são (eu sou!) da Távola Quadrada.

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Bom, para o texto não ficar muito grande, vou terminando por aqui, dizendo que se você gosta de tecnologia, empreendedorismo, ciência, redes sociais, internet, cultura Nerd (ou cultura POP, como bem me lembrou pelo twitter o amigo @OEdGama), você PRECISA conhecer a Campus Party. PRECISA SER CAMPUSEIRO!

SEJA CAMPUSEIRO!

Obs.: Outros textos virão, frutos da CPBR10!

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Alagoas para ouvir no Spotify


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Enquanto dava uma olhada no meu Instagram vi uma postagem que me chamou a atenção imediatamente. O Governo do Estado, em seu perfil oficial (@governodealagoas) divulgando a sua playlist no Spotify, em comemoração dos 200 anos de emancipação política.

Spotify, para quem ainda não conhece, é um aplicativo (plataforma de streaming) de música online, com mais de 30 milhões de músicas disponíveis para todos os gostos musicais.

O Governo do Estado tem no seu perfil no Spotify (GOV AL) disponíveis duas playlists, a “Quem Canta Alagoas” apresenta diversos artistas brasileiros que cantam as belezas do nosso Estado, entre eles Martinho da Vila, Alceu Valença, Dominguinhos, Milton Nascimento, entre outros. Já a playlist “Alagoas  200 Anos” apresenta músicas de diversos artistas alagoanos, entre eles o Djavan, Eliezer Setton, Wado, Millane Hora, Vibrações, Barba de Gato, Hermeto Pascoal e muitos outros.

Uma iniciativa importante para divulgar ainda mais nossa cultura musical para o mundo, em especial para o alagoano que infelizmente ainda não conhece o diversificado cenário musical de Alagoas.

Para curtir as boas músicas alagoanas é só seguir o perfil do Governo do Estado (GOV AL) e você encontra lá as playlists.

Parabenizo o Governo por essa iniciativa.

Achei arretada.

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A problemática da intolerância religiosa


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No mês de setembro de 2016 a mãe de santo Cristiane de Ogum, foi baleada durante uma festa religiosa em Maceió. Após uma discussão, uma pessoa que se apresentava com evangélico, efetuou um disparo de espingarda calibre 12 contra o portão da casa do pai de santo Jamerson Alves e acabou atingindo a mãe de santo, que estava sentada dentro da residência e de costas para o portão.

Quando menos esperamos nos deparamos com uma história como o da mãe de santo Cristiane de Ogum, vítima da ignorância e da intolerância religiosa tão presente em nosso país, conhecido por ser de todos e para todos, quando na prática, sabemos que não é bem assim.

O assunto é tão gritante que foi até tema da redação do Enem 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil. Milhares do jovens em todo país foram convidados a discorrerem sobre este espinhoso assunto, que muitos, infelizmente, insistem em (pasmem!) negar.

Como bem sabemos o inciso VI do art. 5º da Constituição Federal diz que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, nos mostrando que o nosso país está sedimentado entre tantas liberdades, na de crença.

Liberdade aqui exposta que passa pela possibilidade em escolher, aderir, mudar ou permanecer e a liberdade de não ter religião, crer ou não crer, acreditar ou não acreditar. Cada um guiado conforme seu íntimo e (a não) fé.

Ao falar de intolerância religiosa transitamos por caminhos difíceis, onde o fanatismo e radicalidade caminham lado a lado do transcendental, porém inúmeras vezes o fanatismo religioso, na crença da posse absoluta real e concreta da verdade, faz com que persigam, apedrejem e até matem aqueles que não crêem em sua verdade.

Helio Gallardo, no seu livro Teoria Crítica – Matriz e Possibilidades de Direitos Humanos, ao falar de tolerância, afirma que “tolerar é compatível com julgar”, sugerindo que o melhor caminho é o reconhecimento e acompanhamento, pois “tolerar põe frente a frente indivíduos diversos. Reconhecer e acompanhar supõem a produção conjunta das diversidades.”

Lembra ainda o professor da Universidade da Costa Rica, “a tolerância implica que um se sente já sujeito diante do outro. Por isso, a tolerância pode incutir medo do outro (…), e esse medo pode convocar a violência”. Finaliza com grandiosidade, “por sua raiz latina, ‘tolerar’ significa sofrer com paciência. Como se sabe, a paciência também tem limites. O reconhecimento, ao contrário, supõe que eu me assumo vulnerável com o outro, não diante dele. Por isso, eu o acompanho, para podermos produzir juntos com nossas diferenças”.

A tolerância já não é mais o suficiente para convivermos com as diferenças, sejam elas religiosas ou de qualquer outra natureza. O passo que precisamos dar é o da transmutação da tolerância para o reconhecimento e acompanhamento.

Enquanto não alcançamos esse degrau, precisamos no mínimo conviver com respeito e bom senso à pluralidade que nos cerca, sem o intuito de impor ao outro a minha verdade.

Intolerância religiosa é um crime de ódio que atinge o íntimo transcendental do ser humano, ferindo a sua dignidade e claro, a sua liberdade.

Em Alagoas tem mais um caso de intolerância religiosa que precisamos recordar sempre, para que não se repita jamais. Em 1º de fevereiro de 1912, terreiros de culto de matriz africana da capital alagoana, foram covardemente atacados por pessoas armadas, que se denominavam Liga dos Republicanos Combatentes, objetos sagrados e paramentos foram queimados em praça pública, tal episódio ficou conhecido como a “Quebra de Xangô”. Em 2012, o então Governador Teotônio Vilela, pediu perdão oficial pelo ocorrido há 100, na época.

Exemplos, infelizmente, são muitos, basta lembrar que no ano de 1995, um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus ficou conhecido depois de ter chutado a imagem de Nossa Senhora Aparecida em rede nacional, atribuindo diversas características ofensiva a fé de milhares de brasileiros. Outro caso, protagonizado pelo apresentador da Band, Luiz Datena, que atribuiu à “falta de Deus” em determinado caso que apresentava no seu programa, onde afirmou que ateu não teria limites e por isso “a gente vê esses crimes por aí”. Em 2015, no Rio de Janeiro, uma menina de apenas 11 anos, do Candomblé, foi apedrejada na cabeça e insultada por homens que seguravam Bíblias na mão, supostamente pertencentes a religião cristã evangélica neopentecostais.

Os exemplos citados são os mais conhecidos, porém, ao fazer uma simples pesquisa sobre intolerância religiosa na internet, você encontrará fácil notícias sobre o tema em todo o mundo.

A Secretaria Especial de Direitos Humanos, divulgou recentemente que o número de denúncias de intolerância religiosa aumentou 3.706% nos últimos cinco anos. Em 2011 foram recebidos, pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, através do Disque 100, 15 denúncias, já em 2015, foram registrados 556 casos de intolerância.

No Dia Internacional da Tolerância, 16 de novembro, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, lembrou que “em um mundo marcado pela diversidade, a tolerância é um pré-requisito para a paz”. O que nos cabe muito bem, pois a busca pela paz e a convivência harmoniosa é a meta para uma sociedade saudável e justa.

Completa Irina Bokova, “devemos dizer outra vez que a tolerância não é a aceitação ingênua ou passiva da diferença: é uma luta pelo respeito aos direitos fundamentais. A tolerância não significa relativismo ou indiferença. É um compromisso renovado todos os dias, para buscar na nossa diversidade os laços que unem a humanidade”.

O nosso desafio, enquanto amantes do Direito, é saber aperfeiçoar os mecanismos de prevenção contra a intolerância religiosa e outras violações aos Direitos Humanos. Para que situações tão primitivas e deploráveis não aconteçam mais com tanta frequência como vemos em pleno século XXI.

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É Natal


>O natal está chegando!

Santos, SP

Quanto tempo sem aparecer por aqui…

O dia do ano que mais inspira os seres humanos chegou, vivemos o natal!

Desejo que você tenha um dia especial e transformador.

Que o espírito do natal permaneça todos os dias de 2017 em nossos corações, para que possamos superar tanto ódio gerado por aqueles que não aceitam as diferenças humanas.

Quando são as diferenças que deixa a humanidade ainda mais bonita.

Feliz Natal.

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54ª Festa da Juventude. Ou, Quase houve a Festa da Juventude em 2016


Santana

A Festa da Juventude de Santana do Ipanema – Alagoas, já é tradicional e consolidada na região, sendo uma das festas populares mais esperadas do sertão alagoano todos os anos. A festa movimenta financeiramente toda a cidade santanense e as cidades próximas, que com a superlotação já conhecida acabavam absorvendo todos aqueles que buscavam curtir a “maior festa jovem de Alagoas”.

O comércio local ficava agitado, todos ganhavam, do supermercado ao mercadinho de bairro, das lojas de roupas até os muitos salões de beleza. A festa somava-se ao início do novenário da padroeira da cidade, Sant’Ana, o que deixa Santana do Ipanema em plena efervescência econômica.

Em 2016 a festa aconteceu (será?!) não nesse clima, mas numa situação de crise, está reflexo da nacional, mas não somente, a crise administrativa municipal ficou nítida no tamanho e organização da tradicional festa.

Quem era de fora e estava na cidade pela primeira vez, ouviu diversas vezes e de inúmeras pessoas a seguinte frase: “não foi a melhor época, isso aí não é a festa da juventude!”

O prefeito Mário Silva, que não deixará uma boa e orgulhosa marca na história municipal, ao anunciar numa rádio da cidade a programação justificou a “forma simples” da festa devido às dificuldades que os municípios do Brasil enfrentam no momento. Eu acredito no prefeito, inclusive, tenho plena certeza que o fornecimento de energia elétrica que foi cortada recentemente de algumas repartições públicas, inclusive da Prefeitura, não foi culpa da sua administração “iluminada”, mas sim, da Dilma, do Lula, do PT e do Obama e seu imperialismo maldito.

É claro que sabemos qual a real situação que o país vive e as dificuldades econômicas dos municípios, não negamos isso, como também defendemos que seria imoral realizar um mega festa da juventude gastando milhões de reais enquanto servidores públicos, por exemplo, estão sem ter o reajuste acordado cumprido e algumas verbas devidas não depositadas, entre outras reivindicações justas e ignoradas. Não duvido que se existisse uma administração transparente e objetiva, a população entenderia uma festa menor.

Mário Silva virou prato cheio para seus adversários nesse ano eleitoral, tornando-se o melhor cabo eleitoral daqueles que almejam a principal cadeira da cidade de Santana do Ipanema. Sua gestão é conhecida e comentada em todo Estado e a crença da reeleição não passa de um sonho, e como disse certa feita um pensador: os sonhos são inimputáveis.

Espero que Santana do Ipanema, minha terra, possa viver novamente dias melhores e com boas ideias para superar as dificuldades que estamos vivendo com a crise dos municípios e a nacional. Em 2017, seja lá quem for o novo gestor, torcemos por competência e paixão pela cidade, que não transforme a prefeitura em puxadinho da sua residência, mas sim, tenha em mente o respeito incondicional pelos princípios da administração pública.

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Santana do Ipanema: 139 anos de muita história…


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“(…) tudo é Brasil, e é nessas cidades e vilas distantes, perdidas no interior, que reside a essência da brasilidade com as suas tradições, com a sua literatura de cordel, com o seu folclore.”

A cidade de Santana do Ipanema – meu canto, meu lar e meu amor – completará 139 anos de emancipação política no dia 24 de abril. O sertão estará em festa com mais um aniversário da sua rainha.

Santana do Ipanema já viveu grandes momentos que precisam ser eternamente exaltados e lembrados por todos seus filhos com muito orgulho e carinho. A luta constante do seu povo contra a seca forte que sempre lhe acompanha é uma marca e o jumentinho um símbolo de resistência e de vitória.

Sua história começa com grandes nomes, como a do catequista Padre Francisco Correia e os irmãos Vieira Rêgo. Ribeira do Panema nasceu pequena, mas com espírito grandioso e próspero. Em 1875, com a resolução 681, Santana do Ipanema é emancipada.

De lá pra cá muita coisa aconteceu, demos grandes passos em desenvolvimento e progresso, não podemos jamais negar o trabalho feito por tantos, sejam eles prefeitos, vereadores, empresários e cidadãos que passaram e fizeram sua parte na construção de uma realidade cada vez melhor. Infelizmente, nem sempre acertamos, o que é natural ao ser humano, não somos perfeitos, porém a maturidade e a vontade de acertar está presente no reconhecer o erro e humildemente buscar corrigir.

Em 2014, Santana do Ipanema, vive um momento de grande crescimento populacional e econômico, sendo cidade polo no sertão alagoano, recebe viajantes de várias regiões que passam e param por lá para chegarem aos seus destinos ou aqueles que por lá vão residir em busca de melhores oportunidades na educação e na profissão.

Com esse crescimento desordenado e sem planejamento surgem muitos problemas que atrapalham o desenvolvimento da cidade. Um dos muitos que surgiram e vêm tirando a paz do cidadão santanense é a violência que cresce a cada dia.

Duas das características da região eram a tranquilidade e a paz, que hoje são exceção à regra. O medo tomou conta e o receio em andar pelas ruas da cidade aumenta a cada notícia de assalto à mão armada que é divulgada nos veículos de comunicação ou nas conversas informais e amigas nos bares, restaurantes, lanchonetes e igrejas.

A responsabilidade em mudar essa realidade não é somente do Estado, mas também do município que não pode criminosamente omitir-se culpando tudo e a todos, sem fazer nada planejada e eficientemente. Investir na educação, valorizando e respeitando os professores, criando escolas em tempo integral com atividades de esporte e lazer, com as refeições suficientes para que a criança possa ter sempre o prazer em voltar à escola, projetos culturais e de segurança comunitária com a participação direta da população, gerando assim o sentimento de responsabilidade e de comunidade.

Tem um ditado antigo que diz, “sangue puxa mais do que carro de boi”, precisamos ter esse sentimento de unidade, de comunidade e defender o que é nosso e não permitir que o descaso e a inoperância de alguns prejudiquem o presente e o futuro dos nossos filhos e netos. Ter orgulho da nossa cultura, da nossa história, da cidade, é ter dentro de si responsabilidade. Quem tem orgulho cuida para sempre ter esse sentimento.

Desejo o melhor para Santana do Ipanema, quero que minha cidade cresça e se desenvolva, dando oportunidades a todos que procuram em seus braços majestosos o conforto e segurança. Que a característica de fortes guerreiros que está no espírito e no sangue do sertanejo seja a fonte inesgotável de respeito, mudança e renovação da sua história.

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Quanto vale uma amizade?


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Vivi algo interessante no dia de ontem. Como todos sabem, ontem foi mais um dia histórico para o país, onde os deputados federais votaram pelo impeachment da presidente Dilma. Até aí tudo bem, estava tudo seguindo os conformes, os deputados com seus discursos preparados para o programa eleitoral de 2016 e 2018, outros com uma leve problemática de convivência com o plural e outros com discurso exaltados enaltecendo torturadores e assassinos, velhos conhecidos da história do Brasil.

Eu sabia que esse processo todo pelo qual o país vem vivendo é fértil para a divisão entre azul e vermelho, honesto e desoneste, decente e indecente, conivente com a corrupção e não conivente, homens de bem e homens que querem o fim da família tradicional brasileira… Traduzindo, o cenário perfeito para rotular e segregar aqueles que não pensam da mesma forma que eu.

Nesta vibe agradável da intolerância, um amigo ficou extremamente incomodado ao ter interpretado, na sua radicalidade recém adquirida, uma defesa exagerada da minha pessoa pelo Partido dos Trabalhadores, que não interessa se voto ou não, dizendo que eu era conivente com tudo pelo que o país estava passando entre outras alegações.

Ao manifestar minha posição sobre o impeachment através do Congresso Nacional, percebi o seu desgosto total. Senti que um dos meus amigos mais aberto ao diferente, ao contraditório, que tinha orgulho em buscar conhecimento em vários lugares, culturas, religiões e pessoas, estava caminhando para um lugar antes nunca imaginado que seria percorrido.

Uma amizade foi desfeita, não por minha parte, ainda tenho imenso carinho e amizade por ele, estarei sempre aqui que precisar, mas por posicionamento político interpretado de forma equivocada, nada como a embriaguez dos extremos para embaraçar nossa visão da realidade.

Perdemos a oportunidade de vivenciar cada vez mais pessoas que amamos devido ao afastamento natural da nossa vida, trabalho, família, estudos e tantos outros motivos, porém quando o reencontro acontecia, a intensidade da escolha pela amizade se fazia real e tudo ficava claro, de como o mistério divino de se manifesta no outro.

Por menos intolerância, por mais amor, por mais verdades, por mais bandeiras, por mais cores, por mais abraços, por mais crenças, por mais lentes, por mais possibilidades, por mais amizades, por mais, mais, mais, mais… Onde todos possam conviver em paz e harmonia, respeitando todas as diferenças, mesmo não concordando com elas.

Esse não pode ser mais um texto que caia na ideia do mundo que nunca virá…

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